27/03/2018 às 18h44min - Atualizada em 27/03/2018 às 18h44min

Professores em greve protestam no Centro

NÚBIA MOTA | REPÓRTER
Em protesto inusitado, profissionais simularam uma sala de aula no meio da rua | Foto: Divulgação

Um grupo de cerca de 50 professores da rede estadual de ensino se manifestou hoje, pela manhã, na praça Tubal Vilela e pelas ruas do Centro de Uberlândia, contra o governo do Estado, que não cumpriu acordo com a categoria. Parte dos servidores estaduais da educação está paralisada há mais de um mês na cidade.

De acordo com os educadores, o Estado teria garantido o pagamento do piso salarial nacional, que é de R$ 2.450, e a normalização dos atendimentos médicos por parte do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). O reajuste salarial em 2017, de 7,64%, e de 2018, de 6,81%, também não foi cumprido, segundo a categoria.

“Outro problema é que recebíamos dia 5, passou para o dia 9, dia 12, 16, e agora nem sabemos mais quando vamos receber. Agora, em abril, vamos receber a 4ª parcela ainda do 13º”, disse Rogério Ernane Silva, professor da Escola Estadual Professor Ederlindo Lannes Bernardes, do bairro Morumbi, zona leste, e que aderiu à greve. 

A Secretaria de Educação de Minas Gerais informou, por meio de nota, que o Governo se empenhou nas últimas semanas na busca de uma conciliação com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). Ainda segundo a nota, o Governo já concedeu um aumento de 46,75% no salário dos professores e outros servidores estaduais, além de ter nomeado 50,5 mil funcionários para educação, sendo mais de 80% professores.

Matéria publicada no dia 17 de março pelo Diário de Uberlândia mostrou a situação de 40 mil servidores ativos e inativos do Estado que estão sem a assistência do Ipsemg na cidade. Sem condições para arcar com um atendimento privado, a maioria tem procurado a rede municipal de saúde, que também enfrenta problemas.
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