26/03/2018 às 18h04min - Atualizada em 26/03/2018 às 18h04min

Artesanato mineiro tem planos traçados até 2021

Iniciativa do Governo do Estado é uma demanda antiga do setor

AGÊNCIA BRASIL | RIO DE JANEIRO
Vocações específicas das regiões mineiras serão consideradas no plano quadrienal | Foto: Leonardo Horta/Seedif/Divulgação

Demanda antiga do setor, o artesanato mineiro possui agora um Plano Quadrienal de Desenvolvimento. Ele tratará das políticas públicas que beneficiarão o setor pelos próximos quatro anos. A iniciativa do governo de Minas Gerais tem como objetivo principal impulsionar o crescimento do artesanato nos mercados interno e externo, além de divulgar e promover a arte popular.

O plano aborda tanto a qualificação como a formalização profissional e a comercialização das obras. O documento incentiva, por exemplo, a transformação dos artesãos em microempreendedores individuais (MEI) e estabelece parcerias que resultem em oportunidades de capacitação.

Entre as medidas previstas, estão a criação de linhas de crédito, a organização de espaços para comercialização das peças, a promoção de estudos e pesquisas sobre o setor, o estímulo ao turismo cultural associado ao artesanato e o fortalecimento da produção de populações mais vulneráveis, como povos indígenas e quilombolas.

As primeiras ações concretas estão saindo do papel: artesãos poderão comercializar suas obras no Portal do Artesanato, plataforma gerida pela Federação Mineira do Artesanato que já está no ar.

Em 21 de abril, será inaugurada uma sala do artesão em Ouro Preto, na Região dos Inconfidentes. Outras duas salas também serão instaladas em São João del-Rei, município do Campo das Vertentes, e em Araçuaí, cidade no Vale do Jequitinhonha. A ideia é que, futuramente, as outras 14 regiões do estado contem com espaços semelhantes, onde o artesão receberá orientação e poderá participar de atividades e de cursos ministrados em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

REGIÕES

O plano quadrienal busca ainda identificar as vocações específicas nas diversas regiões, já que a produção é bastante variada: trabalhos com madeira, argila, pedras, bordado, fibras naturais e sucata. Com essa diversidade, o artesanato mineiro dominou, em 2016, o Prêmio Sebrae Top 100. Um dos mais cobiçados do setor, o prêmio chegou à quarta edição, sendo as outras realizadas em 2006, 2009 e 2011. Foram 13 agraciados do estado, superando Pernambuco, com dez vencedores, e Pará e Santa Catarina, com sete cada um.

Outra iniciativa do projeto é a mudança no modelo de gestão da loja de artesanato no Palácio das Artes, famoso centro cultural no centro de Belo Horizonte com anfiteatro, cinema e espaços para cursos e exposições. Em breve, qualquer artesão com carteira nacional poderá concorrer aos editais públicos para vender suas obras no local.
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