09/03/2018 às 18h51min - Atualizada em 09/03/2018 às 18h51min

Projeto de divisão da Codemig avança na Assembleia

DA REDAÇÃO
Deputados de oposição e situação debatem proposta na CCJ | Foto: ALMG/Divulgação

O Projeto de Lei que permite a cisão, fusão ou incorporação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) avançou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto foi analisado em primeiro turno pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que concluiu pela legalidade da matéria na sua forma original. O relator foi o deputado Leonídio Bouças (PMDB), presidente da comissão.

O texto também foi para a Comissão de Administração Pública, em que o deputado João Magalhães (PMDB), relator, distribuiu cópias de seu parecer. Novas reuniões foram agendadas para a próxima terça-feira (13), para a votação do relatório.

João Magalhães também não sugere alterações no projeto, que tem o objetivo de separar os ativos econômicos da Codemig, com a consequente elevação do valor de mercado das suas ações. Com esse fim, altera a Lei 22.828, de 2008, que transformou a Codemig, então uma empresa pública, em sociedade de economia mista.

O Estado manterá em seu poder, no mínimo, 51% das ações com direito a voto da companhia. Por outro lado, há a possibilidade de, com autorização legislativa, o governo transferir o controle acionário da empresa.

OPOSIÇÃO CRITICA

Os deputados João Leite (PSDB) e Sargento Rodrigues (PDT), do bloco de oposição, fizeram críticas à proposta do Poder Executivo e à tramitação do projeto. A maior preocupação dos deputados oposicionistas é de que a cisão da Codemig sirva apenas para que o governo possa concentrar em uma empresa seus negócios mais rentáveis, como a exploração do nióbio, para depois vendê-los.

Segundo João Leite, o governador Fernando Pimentel está entregando o patrimônio de Minas para o capital estrangeiro. “Estão consumindo todos os recursos do Estado. Autorizaram a venda de imóveis do Executivo, a apropriação de depósitos judiciais e agora querem vender uma mina lucrativa que pode ser explorada por 400 anos”, afirmou.

“O governo é transitório; o patrimônio, do povo”, ressaltou Sargento Rodrigues. Ele também alega que a formalização da cisão da empresa na Junta Comercial do Estado (Jucemg), com a recente criação de uma nova empresa, denominada Codemge, se deu de maneira irregular, uma vez que o projeto ainda não foi aprovado.

Por fim, ambos os deputados questionaram a celeridade da tramitação do projeto.
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