02/03/2018 às 19h29min - Atualizada em 02/03/2018 às 19h29min

Serviços predominam na economia do Triângulo

Setor responde por 56%. seguido pela Indústria, 34%, e a Agropecuária, 8,9%

DA REDAÇÃO
Setor varejista é apontado como o principal impulsor para a superação do atual quadro econômico | Foto: Valter de Paula/Secom/PMU

Um levantamento da Fecomércio-MG mostrou que no Triângulo Mineiro predomina o setor de serviços (56,5%), em comparação à participação relativa da indústria (34,7%) e da agropecuária (8,9%). Em relação ao comércio, 21% do setor varejista da região atuam no segmento de tecidos, vestuário e calçados, seguidas pelo segmento de supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (20,3%).

O levantamento feito pela área de Estudos Econômicos da Federação do Comércio ainda mostrou que a região responde por cerca de 11,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. A maior parte das empresas varejistas do Triângulo (69%) se insere na categoria de microempresas (ME), registrando, em seus quadros, até nove funcionários, conforme preconiza a classificação do Sebrae. Nesse universo, 32,1% têm entre 20 e 50 anos de atuação no mercado, sendo que 81% do varejo pesquisado optam pelo Simples Nacional.

Os efeitos da recessão registrada nos últimos anos também foram avaliados. O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, destaca que o cenário econômico instável teve impacto direto no Triângulo Mineiro. “A pesquisa aponta que 79,9% dos estabelecimentos foram afetados pela crise. O principal efeito sentido foi a queda na receita de vendas, algo apontado por 87,1% dos empresários”, ressalta.

O presidente do Sindicomércio Uberlândia, Osvaldo Ramiro Gomes, aponta a força do setor varejista como o principal impulso para a superação do atual quadro econômico. “Uberlândia possui uma economia bastante ativa. Hoje, a cidade é a maior potência econômica do Estado, depois da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso proporciona geração de emprego e crescimento para o município. O comércio varejista de bens e serviços responde por cerca de 70% do PIB local, considerado um motivo de muito orgulho para nossa entidade, que atua diariamente em favor do setor”, afirma.

A pesquisa revela ainda que 76,5% dos empresários relataram investir na segurança da sua loja. O dado demonstra que a insegurança acomete não apenas os grandes centros urbanos, mas tende a afetar o funcionamento do comércio de forma direta ou indireta. Em relação aos entraves do setor, a alta carga tributária é tida como uma das principais barreiras ao comércio.

Por fim, o estudo buscou captar a avaliação do setor produtivo sobre quais ações o governo poderia dispender para contribuir positivamente com as operações do dia a dia dos estabelecimentos comerciais. A redução da carga tributária foi apontada por 67,9% das empresas, seguida pelo crédito mais acessível para investimentos (9,2%).

2016-2017

Mesmo com problemas, houve investimentos

Apesar de nos últimos dois anos a crise econômica ter apertado o comércio, houve investimentos em Uberlândia nos setores apontados na pesquisa. Em 2017, uma nova rede de supermercados chegou a Uberlândia e se instalou no bairro Santa Mônica. Segundo um dos gerentes do empreendimento, Modesto de Oliveira Neto, poderá haver mais lojas abertas. “Nossa intensão é atingir toda uma região. Há demanda para lojas bem montadas, o que no nosso caso oferece produtos desde a cesta básica. A concorrência é grande, mas estudamos áreas para investimentos e expansão”, disse.

Com quadro enxuto, de apenas seis funcionários, 2017 foi difícil para a loja de moda feminina do microempresário Eduardo da Silva Borges. Entretanto, em 2016 ele conseguiu abrir sua terceira unidade e se manteve no mercado no último ano, apesar das vendas terem ficado abaixo do esperado. “No final de 2016 começamos a observar uma baixa mais significativa nas vendas, prova disso o período de Natal/Ano Novo não foi tão bom quanto esperávamos. Ainda assim o ano de 2016 foi positivo. Já em 2017 o baque foi maior: as principais datas para o comércio varejista de roupas femininas não foram nada satisfatórias (Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal e Ano Novo) o que nos trouxe uma diminuição de pelo menos 20% no volume de vendas em comparação com o mesmo período, o ano de 2016”, disse. Ele tem expectativa de uma ligeira melhora nesse ano, mas avalia que dependerá também das eleições.
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