01/03/2018 às 08h30min - Atualizada em 01/03/2018 às 08h30min

Mandados de prisão são cumpridos em 3ª fase da Operação Fênix

DA REDAÇÃO
Em dezembro, mais de 80 pessoas foram presas durante primeira fase da Operação Fênix | Foto: Vinícius Romario

Nesta quinta-feira (1), o Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a 3ª fase da Operação “Fênix”, que investiga mais de 15 crimes, incluindo participação em roubos de cargas, receptação, porte e comércio ilegal de armas de fogo, estelionato e corrupção ativa. Ao todo, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos na cidade durante esta manhã.
 
Os mandados são referentes a três pessoas que haviam sido presas durante a 1ª fase da operação e, posteriormente, soltas através de habeas corpus, senda elas: Samuel Barreto, ex-delegado e chefe do 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia, Rômulo de Oliveira Rezende, advogado da cidade de Patrocínio, e um inspetor da Polícia Civil. De acordo com informações repassadas pelo Gaeco na manhã desta quinta-feira, as medidas que concederam liberdades aos suspeitos foram anuladas. 

Eles foram presos por envolvimento em crimes de formação de quadrilha, obstrução de justiça, tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e prevaricação.

Os mandados de prisão dos dois policiais civis foram cumpridos pela Chefia da 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia. A ordem de prisão preventiva do advogado foi cumprida pela Polícia Militar (unidade regional de Patos de Minas do GAECO).
 
1ª E 2ª FASES

Na primeira fase da Operação Fênix, deflagrada em dezembro de 2017 em Uberlândia e dez cidades da região, além de outros dois Estados, 80 pessoas foram presas, dentre elas 39 investigadores da Polícia Civil, nove delegados e um ex-delegado. Entre os detidos estavam o delegado-chefe do 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia, Hamilton Tadeu Lima, e um ex-chefe do 9º Departamento, Samuel Barreto, que foi solto recentemente após habeas corpus.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os suspeitos são investigados em cerca de 15 crimes, incluindo participação em roubos de cargas, receptação, porte e comércio ilegal de armas de fogo, estelionato e corrupção ativa.

Na ocasião, foram expedidos 200 mandados de prisão preventiva contra 136 pessoas,(havia suspeitos com mais de um mandado em aberto), 121 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. Juntamente com os delegados, são investigados dois escrivães, sete advogados e 45 investigadores. Além das prisões também foram apreendidos aproximadamente R$ 50 mil, equipamentos eletrônicos, armas, munições e documentos.

Na segunda fase, deflagrada no dia 19 de fevereiro de 2018, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos em Uberlândia. De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os alvos das ações foram dois advogados e o delegado da Polícia Civil André Vinicius Corazza, já recolhido na Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte, em razão de outras cinco ordens de prisão preventiva decorrentes da primeira fase da operação.
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