06/12/2017 às 05h36min - Atualizada em 06/12/2017 às 05h36min

Manifestantes pedem a suspensão de despejos

Grupos sem-teto protestaram ontem de manhã na Câmara Municipal

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
Grupos pediram regularização das áreas ocupadas / Foto: Divulgação

 

Mais de 300 pessoas ligadas a 12 movimentos sem-teto fizeram um protesto contra reintegrações de posse que acontecem na cidade, durante a segunda sessão ordinária do Legislativo de Uberlândia no mês de dezembro. O pedido foi para que haja negociação para regularização de áreas ocupadas hoje na cidade e que não aconteçam mais despejos pelo menos até o fim deste ano, para que famílias tenham as festas de Natal e Ano Novo nas casas onde vivem.

Os manifestantes ocuparam as galerias do Plenário da Câmara e chamaram a atenção com cartazes e faixas dentro e fora da Casa. Durante discurso em tribuna, o advogado da Pastoral da Terra, Igino Marcos Oliveira, afirmou que é possível haver um acordo entre as lideranças das ocupações e o Município, por meio de processo de legitimação fundiária, como aconteceu recentemente com a área invadida do Glória, na zona sul de Uberlândia. O processo, segundo ele, garantiria segurança para as famílias e aconteceria por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer no final de 2016 que possibilitaria a regularização.

O advogado ainda afirmou que para 2017 há pelo menos uma reintegração para acontecer, no bairro Taiman, na zona oeste, onde há 40 famílias. Outras duas ocupações, nos bairros Dom Almir e Tocantins, zonas leste e oeste, estão em risco de despejo por ações na Justiça que datariam de mais de 10 atrás. Eles já teriam recebido a ordem de saída. No bairro Lagoinha, além de uma reintegração recente, outra está prestes a acontecer e, somadas, deixarão mais de 100 famílias sem casas, de acordo com cálculos da Pastoral da Terra. Todas essas invasões aconteceram em áreas particulares e também da Prefeitura.

Também em discurso, Igino Marcos disse que desde agosto tenta uma conversa com a Prefeitura sobre o assunto. “Queríamos pedir suspensão reintegração de posse pelo menos até o fim deste ano e que haja a formação de uma comissão para discussão desse tipo de situação na cidade”, afirmou.

Em nota, a Prefeitura de Uberlândia explicou que apenas cumpre a ordem judicial e que a data para isso é acertada em acordo com a Polícia Militar e os oficiais de Justiça.

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