01/12/2017 às 16h50min - Atualizada em 01/12/2017 às 16h50min

Diagnóstico de pessoas com HIV cresce 18%

DA REDAÇÃO

A fração de pessoas que têm HIV e que sabem que têm o vírus cresceu 18% no país entre 2012 e 2016. No mesmo período, aumentou em 15% o percentual de pessoas com o vírus e que estão em tratamento.

De acordo com o Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, lançado nesta semana pelo Ministério da Saúde, estima-se que, em 2016, aproximadamente 830 mil pessoas viviam com HIV no país. Dessas, 694 mil (84%) são diagnosticadas.

Nos primeiros seis meses deste ano, o levantamento aponta que quase 35 mil pessoas iniciaram tratamento contra a doença.

Em 2016, das pessoas que estavam tomando antirretroviral há pelo menos seis meses, 91% delas alcançaram a supressão viral, quando a carga fica abaixo de mil cópias de vírus para cada miligrama de sangue, um indicador de sucesso porque quanto menor fora a quantidade de vírus no organismo, menor é a chance de transmissão. Em 2012, esse percentual era de 85%.

Também caiu o tempo que uma pessoa leva, entre o diagnóstico e o início do tratamento do HIV : de 161 dias para 42. Até 30 de junho, havia no país 517 mil pessoas em tratamento antirretroviral.

A taxa de abandono ou interrupção do tratamento se mantém em 9% - o índice segue constante desde 2013.

 

JOVENS COM HIV

O relatório mostra ainda que o maior desafio do país é inserir os jovens no tratamento. Apenas 56% das pessoas que vivem com HIV e que têm entre 18 e 24 estão tomando antirretroviral. E destes, menos da metade apresentava carga viral baixa.

O SUS (Sistema Único de Saúde) financia toda a terapia antirretroviral do país. O governo diz que gastou R$ 1,1 bilhão com o programa em 2017.

Lançado pelo segundo ano seguido, o Relatório de Monitoramento Clínico do HIV avalia as metas 90-90-90: (90% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas); (90% das diagnosticadas em terapia antirretroviral); e (90% das diagnosticadas em terapia antirretroviral com supressão viral), até o ano de 2020 para o Brasil.

As metas foram instituídas em 2014 pelo Programa das Nações Unidas para Aids (UNAIDS).

 

APOIO

Conhecida nacionalmente pela defesa de pessoas que vivem com Aids, a ONG brasiliense Amigos da Vida lançou ontem, data da comemoração do Dia Mundial da Luta Contra a Aids, um aplicativo de apoio e relacionamento com foco em pessoas que vivem e convivem com o HIV/Aids.

A ideia surgiu do coordenador de Marketing Social da entidade, Pedro Alves, após conduzir uma entrevista com mais de 600 jovens em diversos apps de relacionamento. O objetivo foi sensibilizar e levar informação acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST's), HIV, Aids e hepatites virais tirando dúvidas de adolescentes, jovens e adultos.

"Com os resultados da pesquisa, foi inferida a necessidade de se criar um app que levasse interação aos usuários, combate ao estigma da Aids, informações de tratamento e prevenção ao HIV/Aids além de proporcionar relacionamentos de amizade e namoro com segurança", explica.

Batizado de HIVE, ou colmeia em tradução livre, o aplicativo tem como objetivo levar informação, conectando pessoas e levando o conhecimento como forma de interação sem distinção de cor, credo, raça e status sorológico.

"O conceito de união, aceitação, prevenção, segurança e autoestima fomentam o empoderamento dos jovens a cerca da saúde sexual e tratamento precoce em casos de infecção por HIV/Aids e demais IST's", sustenta o presidente da ONG, Christiano Ramos.

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