11/11/2017 às 05h52min - Atualizada em 11/11/2017 às 05h52min

Os cuidados necessários com o bebê prematuro

DA REDAÇÃO
Brasil tem quase duas vezes mais prematuros que países europeus / Foto: Prematuridade.com/Divulgação

 

A taxa de prematuridade no Brasil é de 11,5%, quase duas vezes superior que a observada nos países europeus. O dado é da pesquisa mais recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada em dezembro de 2016.  Por ser uma questão preocupante, foi instituído Dia Mundial da Prematuridade, lembrado sempre em 17 de novembro.

A coordenadora de enfermagem e responsável pela UTI Neonatal da Maternidade Brasília, Dayane de Barros Ferreira, afirma que a data é importante para a conscientização dos cuidados com o bebê prematuro e apoio à família que tem filhos internados em UTI Neonatal. "Os pais esperam que o bebê vá para casa, mas quando ele nasce antes do tempo e precisa receber cuidados especiais, há uma separação. Então, esses pais também precisam de apoio", esclarece.

Normalmente, uma gestação dura cerca de 40 semanas. O bebê prematuro é aquele que nasce com menos de 37 semanas. Quando isso ocorre, o bebê fica um longo período hospitalizado, porque os órgãos ainda não estão totalmente formados: coração, cérebro, pulmões e pele são alguns dos órgãos que ainda precisarão crescer e se desenvolver em ambiente extrauterino.

O bebê prematuro precisa respirar sozinho (sem aparelhos), ganhar peso, crescer e conseguir mamar adequadamente para receber alta.

Com tantos detalhes para aprender, os pais devem permanecer o maior tempo possível acompanhando os cuidados da equipe e conhecendo seu filho.

"Na maioria das vezes, o prematuro nasce apresentando desconforto respiratório ou com baixo peso e não pode iniciar sucção em seio materno de forma imediata, pelo esforço que é feito durante amamentação. Por isso, o leite é ofertado direto nas sondas", destaca Dayane.

De acordo com a fonoaudiologia Bivanete Cândido Araújo, a coordenação entre sucção, deglutição e respiração é um processo complexo e indispensável na introdução de uma via oral segura para os recém-nascidos. Ela reforça que o trabalho de toda a equipe é focado para que o bebê se recupere o mais rápido possível. "Quanto mais ele for estimulado da forma adequada, mais rápido ele suga e pode ir para o aleitamento exclusivo no seio materno. Isso oferece segurança para a mãe e para o bebê, que pode voltar para casa mais cedo do que o esperado", diz.

 

COMO PREVENIR

Alguns fatores aumentam a possibilidade de um parto prematuro, como a gestação de prematuro anterior, tabagismo e a idade da mãe (mulheres acima de 35 anos e abaixo de 17 anos). "A melhor maneira de prevenir um parto prematuro é fazer um acompanhamento pré-natal adequado desde o início da gestação", ressalta a coordenadora de enfermagem Dayane de Barros Ferreira.


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