18/10/2017 às 19h07min - Atualizada em 18/10/2017 às 19h07min

Reajuste de mensalidade pode atingir 8% em 2018

Valor é puxado por alta em inadimplência e em custos de materiais

ÉDER SOARES | REPÓRTER
Átila Rodrigues diz que escolas podem ter alta ainda maior / Foto: Divulgação

 

Pais e responsáveis terão de desembolsar um pouco mais para bancar os estudos de crianças e adolescentes nas escolas particulares de Uberlândia em 2018. A previsão do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Triângulo Mineiro (Sinep) é de um acréscimo entre 6% e 8% nas mensalidades para o próximo ano. O valor é um pouco menor do que o reajuste ocorrido em 2017, que ficou entre 8% e 10%.

A presidente do Sinep, Átila Rodrigues, no entanto, afirma que o percentual previsto não impede que algumas escolas pratiquem aumentos maiores. “Mas é muito difícil de acontecer. O que é preciso ser dito é que todo e qualquer aumento deve ser informado de forma detalhada em planilha, o que pode ser questionado pelos pais”, disse.

Os custos fixos, como materiais e pagamento do corpo docente, ainda é o que mais pesa para as instituições de ensino particulares, mas também aspectos como a evasão e inadimplência dão boa contribuição para o reajuste, segundo a presidente do Sinep. “Anteriormente a inadimplência girava em torno de 3% e 5%. Em 2016 passou para 15%, enquanto neste ano saltou para até 20%.”

A lei prevê que os reajustes precisam ser vinculados a uma planilha de custos que seja previamente apresentado para os pais 45 dias antes do fim da matrícula.

 

EXPANSÕES

O Colégio Batista Mineiro fará, em 2018, obras para a construção de um novo bloco de salas. A construção começará com custos de R$ 500 mil, podendo chegar até a R$ 1 milhão. Para ajudar a bancar a obra, o reajuste da instituição será de 6,9% nas mensalidades.

Para motivar os pais, o colégio está dando até 7% de desconto na primeira mensalidade para quem pagar até o final deste mês. “Se a gente fosse colocar todos os custos de aumento nas planilhas, iríamos chegar a valores de mensalidades exorbitantes, o que não é o caso. A maior preocupação está justamente com a qualidade da estrutura e do ensino”, disse o diretor do colégio, Jean Silveira.

Já o Colégio Nacional, através de seu consultor financeiro, Alex Silva, afirmou que a instituição, em 2017, não praticou reajustes na mensalidade, o que deve mudar para o próximo ano.

“No final de 2016, o Colégio Nacional passou por um processo de expansão com a abertura de duas novas unidades. Devido ao número de novas vagas abertas, aproximadamente 1 mil, a escola optou por não realizar nenhum reajuste na mensalidade. Já para as matrículas referentes ao ano de 2018, o reajuste de alguns anos do ensino regular será de 8% em cima do valor atual. Em algumas séries, o reajuste ultrapassou um pouco este valor, em razão de novos produtos agregados ao projeto pedagógico”, informou, por nota.

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