09/10/2017 às 16h33min - Atualizada em 09/10/2017 às 16h33min

Brinquedos ajudam no desenvolvimento infantil

Psicopedagoga sugere escolha orientada e participação dos pais

LAURA FERNANDES | APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Luana é mãe de José Eduardo e de João Eduardo e participa das brincadeiras / Foto: Adreana Oliveira

 

Com o Dia das Crianças chegando, é possível que muitos pais estejam confusos quanto ao que presentear seus filhos. Por ser mais prático, às vezes optam por roupas e acessórios, mas a preferência dos meninos e indicação de especialistas são os brinquedos.

Além de auxiliarem na aprendizagem e amadurecimento, os brinquedos também estimulam áreas do conhecimento e podem, inclusive, ser confeccionados em casa, diminuindo os gastos no momento de presentear.

A psicopedagoga Eliane Ferreira Santa Cecília explica que o convívio com os brinquedos é essencial para o desenvolvimento das crianças. “É preciso o contato com a brincadeira, a troca, o concreto, para que ela aprenda a se conter, ceder e ser cedida”, afirma.

A especialista ainda ressalta a importância da relação com o outro e a necessidade de brinquedos interativos que estimulem essa troca. “A interação é pessoal e contribui para que a criança possa pensar sobre o brinquedo, discutir, ceder”, explica.

A grande quantidade de informação a que as crianças têm acesso hoje em dia também é um aspecto a ser considerado na hora de escolher o presente, segundo a psicopedagoga. Para ela, o que hoje em dia sobra em informação, falta em formação. Por isso é importante, além da presença adulta durante a brincadeira, a qualidade da informação transmitida neste momento. “No brincar vão ser trabalhadas questões de cortesia, de educação, de respeito e confecção”, esclarece ela.

Apesar de priorizar a indicação de brinquedos pedagógicos, Eliane reconhece a utilização de outros, inclusive os eletrônicos, e afirma que nenhum deles são prejudiciais, desde que os pais estejam atentos a alguns pontos. “Temos que respeitar a faixa etária, o interesse da criança e o tempo de utilização desses brinquedos e brincadeiras”, afirma.

Eliane ainda reforça sobre a necessidade de troca dos aparelhos. “Não posso dar um brinquedo eletrônico e ficar só com o eletrônico, o mesmo com o pedagógico.”

Outra sugestão da psicopedagoga é a confecção de brinquedos educativos, que podem ser produzidos até com materiais recicláveis, contribuindo também para a economia dos pais. “Quando você constrói, não estimula o consumismo e, sim, a criatividade, a relação com o outro, as habilidades de recorte e colagem que fazem com que a criança aprenda ainda mais”, afirma Eliane.

 

RELATOS

Mães contam sobre o contato com os filhos nas brincadeiras

Patrícia Lopes com os pequenos Luca e Cauã / Foto: Natália Lamounier/Divulgação

Patrícia Lopes é mãe de Luca Lopes, de 6 anos,  e de Cauã Lopes, de 1 ano. Ela conta que tem o costume de comprar presentes para seus filhos, especialmente nas datas comemorativas, e procura incentivar brincadeiras que aproximem o contato entre eles. Para ela, “o importante é estar junto com a gente, brincar de bola, ir ao clube, fazer atividade física”, disse.

Na escolha dos brinquedos, Patrícia afirma sempre tomar alguns cuidados. “Escolho os que têm mais funções instrutivas e que contribuam nesse processo de formação que eles estão”, explica. Ela conta ainda que apesar de o filho mais velho ter o hábito de brincar no celular, ela procura sempre supervisioná-lo. “Tenho o cuidado de regular o tempo que ele mexe”, diz.

Luana Oliveira é mãe do João Eduardo, de 5 anos,  e de José Eduardo, de um. Ela comenta que ela e o marido, Carlos Eduardo Oliveira, procuram estar presentes nas brincadeiras dos meninos. “Além de criarmos vínculos afetivos, desenvolvemos habilidades brincando, cantando, lendo histórias. Não é só brincar, mas é um brincar educando em todos os sentidos”, explica.

A mãe conta que também está próxima dos meninos na escolha dos presentes. Em uma determinada idade, de acordo com Luana, ela e o marido que decidiam o que comprar, mas após um período as crianças já manifestaram seus desejos, então, neste momento os pais passaram a reforçar alguns pontos. “Nós permitimos algumas escolhas na compra dos brinquedos, mas quando gera algum tipo de desconforto conversamos e colocamos limites como faixa etária, preço, e eles obedecem”, conta.

Luana relata ainda que devido aos preços altos tem dado preferência para presentear as crianças em datas especiais, como aniversário, Dia das Crianças e Natal. “Compramos os brinquedos mais em conta e sempre digo aos nossos filhos que estamos comprando o que podemos”, conta.

 

Saiba mais

COMÉRCIO DIA DAS CRIANÇAS

75% dos brasileiros devem ir às compras

R$ 9,7 bilhões é o valor que a data deve movimentar no País

R$ 194 é valor médio da intenção de gastos com presentes

61% dos consumidores pretendem comprar à vista

44% pretendem comprar apenas um presente

Fonte: Pesquisa SPC Brasil E CNDL em todas as capitais

 

COMO ECONOMIZAR NO PRESENTE

1- Estabeleça um valor que não comprometa o orçamento nem cause endividamento

2- Ao invés de comprar, você pode incentivar a criança a trocar um de seus brinquedos, livros e roupas que não utiliza mais com amigos, vizinhos ou primos

3- Uma possibilidade é explicar que o presente de Dia das Crianças não precisa ser algo comprado e mostrar que podem fazer um passeio ou algo que ela queira e que saia da rotina. Essa experiência pode levar ao aprendizado de que o dinheiro não compra tudo

4- Ao comprar, considere os custos adicionais que o presente pode exigir. A escolha de um vídeo game, por exemplo, costuma estar associada à compra de jogos, cartões de memória e controles extras

5- Pesquise preços em lojas físicas e online e compre na que oferecer melhores condições de pagamento

6- Evite levar a crianças às compras. Sozinho(a) terá maior liberdade para pesquisar preços em diversas lojas e pechinchar

7- O barato pode sair caro, portanto tenha cuidado ao comprar produtos sem garantia

Fonte: DSOP Educação Financeira


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