25/09/2017 às 14h57min - Atualizada em 25/09/2017 às 14h57min

Rock in Rio volta em 2019

Festival reafirma foco na experiência até mesmo para quem acompanha de longe

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Red Hot Chilli Peppers fecha a edição 2017 do Rock in Rio no Rio de Janeiro / Foto: Wesley Allen/I Hate Flash/Divulgação

 

O Rock in Rio voltará ao Parque Olímpico do Rio de Janeiro em 2019, já anunciou o criador do festival, o empresário Roberto Medina. Com sucesso de público, cerca de 700 mil pessoas em sete dias de evento, Medina parece ter acertado na decisão de tornar o festival mais uma experiência do que simplesmente trazer grandes atrações de pop, rock, soul e metal no palco Mundo e mais as misturas produtivas que rolam no palco Sunset.

Essa experiência se dá também na forma como o festival é assistido. Se há 16 anos, em 2001, por exemplo, era preciso esperar a edição do dia seguinte do jornal para saber o que tinha rolado no festival, em pleno 2017 quem não esteve na nova Cidade do Rock pode acompanhar, ao vivo, tudo que rolou por lá via TV, computadores, smartphones ou tablets, além também da presença do rádio. A Mix FM transmitiu boa parte da programação e, na TV, a Multishow dominou com uma cobertura bem feita, claro, com seus altos e baixos.

Medina pode ser criticado pelas “figurinhas repetidas” que escala ou pela “falta de rock”, mas se ele estivesse errado o festival não seria um sucesso. O Brasil é um país com grande predisposição à diversidade musical. Entre os destaques do Sunset acompanhados pela reportagem pela TV está Ana Cañas que convidou o cantor e compositor Hyldon para uma dobradinha que reuniu uma jovem roqueira brasileira com um ícone da MPB desconhecido por muitos da nova geração.

O palco Mundo contou com shows memoráveis, dignos de festivais, com desfiles de grandes hits como foi no show dos californianos do Offspring. Muitos dos telespectadores devem ter acompanhado cantando praticamente todas as músicas na sala de casa. Canções escritas em outras épocas, porém, atemporais, que ganharam o mundo com seus videoclipes veiculados à exaustão em uma MTV que hoje não existe mais.

Como disse Medina em uma entrevista publicada na Agência Estado no último dia 9, “Banda bacana tem todo mês, Rock in Rio, não". E é por essas e por outras que o festival ainda é uma boa pedida seja pela experiência na Cidade do Rock ou por uma tela qualquer.

Bandas como o Red Hot Chili Peppers, que encerrou o festival em 2001 e 2017 – comprovam que a posição de headliner é para poucos e a experiência pode ser boa, como foi em 2017, ou um pequeno desastre como foi a apresentação da banda em 2001 e nesse caso, Medina segue à risca a máxima: dê ao público o que ele pede. 


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