01/09/2017 às 17h40min - Atualizada em 01/09/2017 às 17h40min

Campanha busca incentivar a doação de órgãos

DA REDAÇÃO

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), lançou hoje a campanha “Setembro Verde” para incentivar a doação de órgão. Com o slogan “Doe órgão, doe vida”, a ação quer conscientizar sobre a importância da doação de órgãos e, ao mesmo tempo, incentivar as pessoas a conversarem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

A iniciativa é promovida em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado no dia 27 deste mês. A campanha, no entanto, já começou a ser veiculada a partir de ontem e segue por todo o mês, com posts no Blog da Saúde MG e nas redes sociais da SES-MG, além de um hotsite, o “Doe órgãos”.

Também como parte da campanha, prédios serão iluminados em Belo Horizonte e cartazes serão fixados nas estações de metrô da RMBH. No dia 27 de setembro (quarta-feira), uma ação especial está programada para envolver os servidores da Cidade Administrativa, com distribuição de folders e adesivos.

“Atualmente, cerca de 40% das famílias recusam a retirada de órgãos para a doação. Para que esse percentual possa ser ainda maior, permitindo a realização de mais transplantes, é importante orientar as pessoas a falarem com sua família sobre o seu desejo de ser um doador e salvar vidas”, disse a médica consultora da SES-MG, Galzuinda Figueiredo Reis.

Dados de março de 2017 indicam que 3.392 pessoas aguardam por um transplante no estado. Deste total, 2.352 esperam por um rim, 41 por um fígado, 34 por coração, 1 espera por pâncreas, 52 por pâncreas/rim e 912 esperam por córnea.

Segundo o coordenador do complexo MG Transplantes, Omar Cançado Junior, responsável pela gestão de doação de órgãos e a sua destinação para transplantes, “as principais dificuldades enfrentadas pela captação dos órgãos são a baixa notificação pelos hospitais do estado de potenciais doadores, e o aumento na taxa de recusa familiar no momento da solicitação de doação”.

 

DOAÇÃO

Para ser um doador, o passo principal é informar o desejo à família. Isto porque, após o diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. Esta conversa, geralmente, é realizada pelo próprio médico do paciente, pelo médico da UTI ou pelos membros da equipe de captação, que prestam todas as informações que a família necessitar.

Considera-se como potencial doador todo paciente em morte encefálica. A morte encefálica, mais conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a perda da consciência e da capacidade de respirar; o que significa que o individuo está morto. O coração permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser utilizados para transplante.

Silvia Marquez Henriques, referência técnica da SES em transplante e doença renal crônica, explica que após o diagnóstico de morte encefálica, as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) devem ser acionadas. “Essa notificação é compulsória, independente do desejo familiar de doação ou da condição clínica do potencial doador de converter-se em doador efetivo”, revela.

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