27/07/2017 às 05h59min - Atualizada em 27/07/2017 às 05h59min

Governador e prefeitos saem em defesa da Cemig

DA REDAÇÃO
Fernando Pimentel quer a paralisação do leilão de três usinas / Foto: Manoel Marques/Imprensa MG

 

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e prefeitos das cidades de Indianópolis, Ipiaçu, Conceição das Alagoas, Uberaba, Manhuaçu, Sacramento, Santa Vitória, além de representantes da indústria, comércio, engenharia e metais no Estado, saíram em defesa das usinas da Cemig. Em carta aberta divulgada ontem, os signatários pedem que o governo federal respeite os contratos assinados e busque um acordo para renovação das concessões de Jaguara, São Simão e Miranda.

A empresa solicita ao Supremo Tribunal Federal que conceda uma liminar para paralisar o processo o leilão das usinas citadas e também de Volta Grande, que deve ocorrer até 30 de setembro deste ano. No último dia 24, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, não viu urgência na análise do recurso. Dessa forma, a decisão sobre o leilão será tomada pelo ministro Dias Toffoli, relator do processo, após o recesso do STF, que vai até o dia 31 de julho.

A carta diz ter o propósito de defender o patrimônio de Minas Gerais e de mostrar ao governo federal que a solução negociada para a renovação das concessões "é o melhor caminho para todos", alegando que a Cemig fez investimentos e cumpriu todos os requisitos. "Retirar da Cemig esse direito significa reduzir em quase 50% sua capacidade de geração - incluindo nesse cálculo a Usina de Volta Grande, com concessão também vencida - limitando drasticamente a possibilidade de investimentos da empresa", diz a carta.

Nesta semana, deputados estaduais, representantes do Ministério Público, de movimentos sociais e entidades de trabalhadores lançaram a Frente Mineira de Defesa da Cemig. Além de prejuízos à economia do Estado e à viabilidade da própria empresa mineira, o presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga, alertou que o leilão das três hidrelétricas poderá acarretar um aumento na conta de luz do consumidor residencial em Minas, como forma de os novos donos recuperarem o investimento.

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