18/07/2017 às 05h54min - Atualizada em 18/07/2017 às 05h54min

Sargento acusado de matar mulher é excluído da PM

Clóvis Durade Cândido está há dois anos preso em cela no 17º BPM

VINÍCIUS ROMÁRIO | REPÓRTER

Há cerca de dois anos preso, o sargento Clóvis Durade Cândido foi excluído da Polícia Militar (PM) após conclusão, na semana passada, do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Durade é acusado de matar a professora Veridiana Rodrigues Carneiro, no bairro Santa Mônica, zona leste de Uberlândia, no dia 27 de outubro de 2015.

Advogado do réu, Júlio Antônio Moreira afirmou que já ingressou com mandado de segurança na Justiça para que Cândido recupere o cargo, alegando que o cliente sofre com problemas psiquiátricos.

“Por esse motivo ele não pode ser excluído da PM, já que não respondia por si quando cometeu o ato. Acredito que ainda nesta semana deva sair essa liminar”, disse Moreira.

Quando foi preso, Cândido ficou 11 dias internado na ala de psiquiatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Logo após isso, ele foi levado para uma cela no 17º Batalhão de Polícia Militar, em Uberlândia, onde permanece detido.

Com a exclusão do corpo da PM, o réu deve ser mandado para um presídio comum, caso a Justiça não solte a liminar devolvendo o cargo à Cândido.

Por meio de nota, assessoria de comunicação da PM afirmou que “no momento, a Articulação Prisional da PM e a Superintendência Prisional do Estado atuam para a movimentação do ex-policial para um presídio comum”, diz a nota.

 

JULGAMENTO

O advogado de Cândido, Júlio Antônio Moreira, disse que o júri popular do cliente deve ser marcado para setembro deste ano. A primeira audiência de instrução e julgamento do caso aconteceu em junho do ano passado.

O militar foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio, com agravante de impossibilitar a defesa da vítima. O Ministério Público (MP) adicionou ainda o agravante de vingança.

Na justiça, Moreira conseguiu, após avaliação mental do cliente, que todos esses agravantes fossem excluídos e Cândido será julgado por homicídio simples.

O acusado foi submetido, em abril do ano passado, a uma avalição psiquiátrica por um perito da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). No laudo, o perito afirma que Cândido estava parcialmente privado da capacidade de autodeterminação no dia do crime.

“Com base nesse laudo, um terço da pena sentenciada pelo juiz será retirada. Acreditamos que ele pode pegar de seis a oito anos de prisão. Da sentença tiraremos um terço e ainda levamos em consideração que ele já cumpriu cerca de dois anos de prisão”, afirmou Moreira.

 

O CASO

Cândido e Veridiana tiveram um relacionamento amoroso, mas estavam separados na época do assassinato. A professora foi morta com 11 tiros, quando chegava na casa em que morava, no bairro Santa Mônica, zona leste de Uberlândia. Cândido trabalhava havia mais de 29 anos na PM e se aposentaria em janeiro deste ano.

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