15/06/2017 às 05h07min - Atualizada em 15/06/2017 às 05h07min

Usuários apontam falhas no transporte coletivo

Linhas A120 e T102 ficam lotadas e deixam de parar em alguns pontos

LETÍCIA PETRUCCELLI | APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Prefeitura informou que avalia problemas nas linhas / Foto: Letícia Petruccelli

 

Usuários do transporte público de Uberlândia que utilizam as linhas A120 (Jardim Holanda e Jardim das Palmeiras) e T102 (Jardim Canaã), que atendem bairros da zona oeste, reclamam que os ônibus têm ficado lotados com frequência e que os motoristas passam direto sem parar em alguns pontos.

A coordenadora de Recursos Humanos Gislei Silva mora no Jardim das Palmeiras e trabalha no bairro Marta Helena, na zona norte, e é uma das passageiras que notou mudanças nas linhas. “Começo a trabalhar às 7h30 e, se eu não entrar no ônibus às 6h20, eu chego atrasada”, disse, acrescentando que nesta semana dois motoristas passaram um em seguida do outro e não pararam no ponto em que ela estava. “Tive que pedir para o meu marido para me levar de carro, mas é muito longe e o gasto com gasolina é alto, não posso ir de carro todos os dias”, conta Gislei.

Gisele Tavares, auxiliar de contabilidade, também utiliza a linha A120 e relata que não foi apenas uma vez que o ônibus deixou passageiros para trás dentro do bairro. “Para não chegar atrasada no serviço eu preciso ir mais cedo para o ponto, e ainda assim é arriscado passar dois coletivos e nenhum parar”, disse.

Os usuários da linha T102 também têm passado por esse problema. “O coletivo já não tem parado mais antes de sair do Canãa. Eles mudaram os horários e está insuportável esta situação”, conta a auxiliar de confecção Márcia Danielle de Sousa.

A reportagem do Diário do Comércio verificou que até maio a linha A120 tinha 51 horários de saída do ponto final e Terminal Central e, agora, pela grade atualizada da prefeitura, tem 48 horários. A linha T102 tinha e continua tendo 92 horários.

 

ALTERNATIVA

Uma tática utilizada pelos usuários dessas linhas que têm apresentado problemas é ir ao ponto final do ônibus. Esse é o caso da analista financeira Karen Silva e da costureira Jozyneide Barbosa. “Em alguns dias que o ônibus passou direto eu tive que ir de Uber para não chegar atrasada. Mas eu não posso gastar este dinheiro todos os dias. Trabalho no Industrial, é uma distancia de 20 quilômetros da minha casa. Então meu pai tem me levado de carro até o ponto final, que é uma distância de dois quilômetros. De lá eu consigo entrar e vou sentada”, relata Karen.

Já a costureira Jozyneide diz que anda alguns quarteirões para pode embarcar no ônibus. “Muitas vezes ele passa direto do meu ponto, então prefiro andar a perder o ônibus”, diz.

 

JUSTIFICATIVA

Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) informou que está avaliando a situação das duas linhas de ônibus para realizar ajustes caso seja necessário.

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