29/05/2017 às 17h13min - Atualizada em 29/05/2017 às 17h13min

Fórum termina com promessa de plataforma colaborativa

AGÊNCIA MINAS | BELO HORIZONTE
O Fórum Politicas Culturais em Debate foi realizado pela primeira vez fora da Europa / Foto: Tarcísio de Paula/Agência Minas

 

Quatro dias de imersão nos mais variados temas que evolvem a construção de políticas públicas e privadas no âmbito da cultura, com participação da sociedade civil, auditórios lotados e debates com especialistas nacionais e internacionais. Assim foi o Fórum Políticas Culturais em Debate, que terminou no sábado (27) com o compromisso de criar uma Plataforma Internacional Colaborativa para a cultura. Sediado fora da Europa pela primeira vez, o Fórum aconteceu nos espaços do Circuito Liberdade, em Belo Horizonte, com programação gratuita.

Durante a cerimônia de encerramento foi apresentado um resumo dos assuntos discutidos nas Ágoras – mesas redondas – e as propostas discutidas nos World Cafés – grupos de trabalho. Um dos palestrantes mais ativos durante o Fórum, Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura do Brasil, elogiou a dimensão colaborativa e a horizontalidade das discussões. “Na multiculturalidade temos que pensar os aspectos relativos ao afeto, aquilo que move o indivíduo. Abrir e ampliar o diálogo e ser capaz de entender e absorver os diferentes modos de manifestação da cultura. Acho que o Fórum capaz disso”, avaliou Juca.

Cinco temas ocuparam os trabalhos durante a semana: Territorialização, Descentralização; Ferramentas de Observação Cultural; Participação dos Habitantes na Vida Artística e Cultural; Turismo, cultura e desenvolvimento; Economia cultural criativa. Durante o encerramento, facilitadores expuseram suas avaliações sobre as discussões tratadas ao longo do evento. Criar mecanismos de fomento à cultura em microterritórios, como forma de inclusão socioeconômica, foi a defesa de Priscila Duarte, também da SEC. “Existe uma necessidade de se desburocratizar o espaço de debate e criar mecanismos capazes de impulsionar a economia cultural criativa como forma de incluir as pessoas no processo cultural”.

A parceria entre poder público e sociedade civil organizada exibe grandes potencialidades, e essa energia foi sentida por Bertrand Munin, Sub-diretor da Difusão Artística e dos Públicos do Ministério da Cultura da França, que manifestou sua satisfação com os trabalhos realizados. “A parceria entre o Governo Francês e o de Minas Gerais me deixa entusiasmado. Pessoas motivadas e com uma visão ampla sobre a cultura é o caminho para estabelecermos mecanismos estruturantes para o desenvolvimento do setor”, disse.

Assim como os representantes do poder público francês, o Governo de Minas Gerais se comprometeu com a construção efetiva dessa complexa plataforma cultural a médio e longo prazo. 


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