03/05/2017 às 08h51min - Atualizada em 03/05/2017 às 08h51min

Icasu já assumiu o rotativo

Walace Torres
Da Redação
Valores cobrados pelo estacionamento rotativo permanecem sem alteração

O estacionamento rotativo eletrônico nas vias públicas de Uberlândia já está sendo administrado pela Instituição Cristã de Assistência Social de Uberlândia (Icasu) desde ontem, atendendo a uma recomendação do Ministério Público Estadual. A gestão será feita por contrato emergencial até que a Prefeitura de Uberlândia realize novo processo licitatório. O controle das vagas permanece sendo feita por parquímetros, sem alteração de valores.

A novidade é que toda a receita líquida com o serviço será destinada para a aquisição de medicamentos para as unidades da rede municipal de saúde.

Conforme antecipou com exclusividade o Diário do Comércio, na edição do dia 27 de abril, e confirmado no Diário Oficial do Município do mesmo dia, a retirada da empresa contratada se deu em razão de acordo de leniência junto ao Ministério Público Estadual, já homologado pelo Poder Judiciário, onde se determinou a abstenção da empresa em manter contratos com o Poder Público. Um dos sócios do Consórcio de Estacionamento Rotativo de Uberlândia integra o grupo econômico que foi alvo de investigação na Operação “Não tem preço”, deflagrada em fevereiro e que desarticulou um esquema de aluguel de máquinas de cartão de crédito e débito utilizadas para ocultar faturamento de empresas e lavagem de dinheiro em Uberlândia.

Por meio de nota, a Prefeitura informou que não haverá nenhuma alteração nas regras de funcionamento do estacionamento rotativo no município. Na justificativa para a contratação por dispensa de licitação, publicada no Diário Oficial, a Prefeitura cita que a Icasu foi a escolhida “por dispor da estrutura e expertise necessária para atender às necessidades do serviço público de forma emergencial. Comprovada está a essencialidade da prestação dos serviços e a impossibilidade de sua suspensão, mesmo que provisória, sem

comprometer o atendimento ao munícipe”.

A Icasu administrou o estacionamento rotativo Zona Azul por vários anos até 2012, quando o Ministério Público questionou a mão de obra de adolescentes na comercialização dos talões. O consórcio que venceu a última licitação e implantou os 109 parquímetros na cidade vinha operando o sistema desde maio de 2015.

A reportagem tentou falar com o presidente da Icasu durante toda a tarde de ontem mas as ligações para o celular caíram na caixa postal.


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