11/04/2017 às 09h33min - Atualizada em 11/04/2017 às 09h33min

Espetáculos têm casa cheia no Municipal

Porém, na plateia, muita gente se recusa a deixar o celular de lado

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
Da Redação
“É melhor ser alegre de ser triste” teve duas apresentações no final de semana

Uberlândia recebeu dois grandes espetáculos no final de semana. Na sexta-feira (7), “A Gaiola”, voltada para o público infantil, encantou a plateia com a história da menina e do passarinho que se apaixonaram. De tanto amor, um não conseguia sair de perto do outro...até que chega um ponto em que a separação parecer ser a melhor alternativa.

Carol Futuro (a menina) e Pablo Áscoli (o passarinho) demonstraram talento em cena com vozes afinadas e firmes e uma dicção perfeita. O trabalho corporal, especialidade da diretora Duda Maia, também é um dos pontos fortes do espetáculo que prendeu a atenção das crianças e dos adultos.

“Apresentamos este espetáculo para crianças de escolas da cidade antes desta sessão e agora estamos aqui com vocês. Gente, essa plateia infantil está de parabéns, são especializados”, elogiou Carol Futuro ao final da apresentação.

No final de semana foi a vez do tributo a Vinicius de Moraes “É melhor ser alegre que ser triste” ser apresentado na cidade, em sessões no sábado (8) e no domingo (9). No domingo, a celebração à obra do Poetinha encerrou sua curta temporada em solo uberlandense com belas performances de seus protagonistas.

As vozes de Célia, Jane Duboc e Juan Alba preencheram o Municipal. Célia estava magnífica, Jane demonstrou a competência que se espera de uma artista de seu porte e Juan Alba, ator e cantor, como disse o seu diretor, Fernando Cardoso, não precisa de nenhum personagem para se destacar. A banda, formada pelos músicos Ogair Junior, maestro e também responsável pelo piano, teclados e acordeon, Jorge Ervolini (violão e guitarra), Robertinho Carvalho (contrabaixo) e Gilba Favery (bateria), dera toda sustentação ao espetáculo, que volta a viajar para o País depois de seis meses de pausa.

A premissa de um espetáculo teatral, musical ou não, é levar o espectador a uma viagem única, para que ele se desconecte de tudo e viva aquela experiência por completo por cerca de 90 minutos. Porém, no domingo, muita gente teve um companheiro indesejado ao lado, em frente ou na poltrona de trás: o telefone celular alheio. Ou um tablet. Na primeira entrada de Juan Alba eu parei de contar depois do 17º flash que vi disparado de um aparelho celular. Mas o que são 17 disparos de flash num universo de quase 500 pessoas. Parece pouco, mas não é.

Geralmente, os artistas voltam após o “curtain call” e todos podem fotografá-los recebendo os aplausos da plateia. Mas alguns insistem em fazê-lo durante o show. Os usuários não se lembram de reduzir a luminosidade da tela do aparelho, que acaba incomodando dependendo do momento do espetáculo. É um desrespeito com os artistas e com aqueles que querem se conectar com o espetáculo.

Presenciei trocas de mensagens via aplicativos e redes sociais diversas vezes não por ficar procurando, mas porque estava rodeada deles. Alguns curtiam fotos de outros eventos e respondiam aos amigos sobre o show que estavam “assistindo”. Se o amigo realmente quisesse saber também estaria lá. 


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