05/04/2017 às 10h23min - Atualizada em 05/04/2017 às 10h23min

Boni propõe revolucionar o carnaval do Rio

AGÊNCIA ESTADO | SÃO PAULO
Boni é um dos novos conselheiros de Turismo do Rio de Janeiro

O empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, quer fazer uma "revolução" no Carnaval do Rio. Como um dos novos conselheiros de Turismo da cidade, ao lado de Roberto Medina, Paulo Protásio e Ricardo Amaral, Boni conversa com o presidente da Riotur, Marcelo Alves, para fazer mudanças estruturais no Sambódromo.

Os requisitos que pontua em um vídeo enviado à Agência Estado são os seguintes: 1.) A iluminação, implementada há 30 anos, tem de ser trocada por lâmpadas de LED. "A luz é mórbida", deixando o Sambódromo "um sarcófago do samba". 2) É urgente a instalação de telões em pontos estratégicos (12 ao todo) para a exibição do desfile. 3) O som é colocado por Boni como "jurássico". Ele sugere caixas mais potentes com subwoofers (responsáveis pela qualidade dos graves). "Depois de 30 anos, o som ainda é analógico, não digital", diz Boni. 4) As letras dos sambas devem ser exibidas nos telões durante todo o desfile, em português e em inglês. 5) A segurança para se evitar acidentes (como os ocorridos no desfile deste ano) deve ser reforçada, com laudos assinados por técnicos referentes a cada agremiação.

"O carnaval precisa ser todo revisto e eu tenho a experiência de ter feito sua transmissão desde 1963", diz Boni, referindo-se ao tempo em que começou a trabalhar na TV Globo (sua saída foi em 1997). A Riotur diz que está alinhada aos pedidos de Boni.

"Queremos implantar tudo em 2018, já começamos a trabalhar", diz o presidente da empresa, Marcelo Alves. Ele terá de buscar empresas parceiras que bancariam parte das mudanças. Procurada pela reportagem, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Grupo Especial do Rio de Janeiro não quis se posicionar por ainda não ter informações sobre o projeto.


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