16/03/2017 às 08h40min - Atualizada em 16/03/2017 às 08h40min

Manifestação reúne mil pessoas no Centro

PROTESTO CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA REUNIU MOVIMENTOS ESTUDANTIS, SINDICATOS E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM UBERLÂNDIA

VINÍCIUS ROMARIO
Da Redação
Por causa da manifestação, 50 escolas estaduais não funcionaram; na rede municipal ato paralisou 36%

 

No primeiro grande movimento popular do ano, manifestantes se reuniram na tarde de ontem na praça Tubal Vilela em Uberlândia para protestar contra a Reforma da Previdência e contra o presidente Michel Temer. Após a concentração, os manifestantes saíram em passeata pela avenida Afonso Pena e retornaram para a praça pela avenida Floriano Peixoto. Segundo a organização do evento, cerca de mil pessoas participaram do movimento. A Polícia Militar (PM) não estipulou o número de manifestantes.

Participaram representantes de movimentos estudantis, partidários, sindicatos e servidores do Município, Estado e da União. Segundo a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute) em Uberlândia, Elaine Cristina Ribeiro, das 67 escolas estaduais da cidade, 50 paralisaram as atividades ontem como forma de protesto, e, dessas, 24 estão paradas por tempo indeterminado.

“Vamos continuar lutando pelos nossos direitos e contra essa proposta absurda que é a Reforma da Previdência”, disse Elaine.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social do Município, das 122 escolas da rede, 36% estiveram paralisadas ontem.

Também apoiando o movimento, o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet-UFU), Robson Luiz Carneiro, disse que 70% dos servidores da UFU e do Hospital de Clínicas também aderiram ao movimento. “Voltamos aos trabalhos normalmente amanhã (hoje), mas continuaremos lutando pelos nossos direitos”, afirmou Robson.

Segundo Jorgetânia da Silva Ferreira, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (Adufu), um comitê também foi formado para discutir ações em protesto contra a Reforma da Previdência. “Vários movimentos e sindicatos fazem parte. Promoveremos mais protestos e panfletagem pela cidade”, disse.

Wander Luiz Matias é funcionário da União e esteve no protesto. Segundo ele, lutar contra a reforma é lutar por um país melhor. “Não podemos aceitar isso, forçar o brasileiro a trabalhar 49 anos para conseguir um direito que é a aposentadoria”, ressaltou Wander.


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