16/03/2017 às 08h17min - Atualizada em 16/03/2017 às 08h17min

Lista e confusão

Brasília começou fervendo essa semana e deve terminar em um caldeirão. Durante toda a semana a expectativa da divulgação da temida “lista de Janot” foi equivalente a que se espera na divulgação de convocados para a seleção brasileira antes da Copa do Mundo.  O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, apresentou uma lista com 83 nomes de políticos e articuladores que deverão ser investigados por inúmeros crimes, e deve sacudir o jogo político não só na capital, mas por todo o País.

Entre os nomes citados na lista estão ministros de primeiro escalão do atual governo, os presidentes da Câmara e do Senado, caciques políticos de vários partidos, ex-governadores como Aécio Neves (MG) e Geraldo Alckmin (SP) e ex-presidentes como Lula e Dilma.

Enquanto essa convocação ingrata do PGR faz com que atores políticos que estão no Planalto Central se organizem na defesa, os trabalhadores de todo o País se organizam para o ataque. Em pelo menos 18 capitais e em Brasília houve manifestação por parte de professores, trabalhadores do transporte público e inúmeras outras classes, que reivindicam a não tramitação das polêmicas reformas trabalhistas e da previdência. O coração do poder ficou tomado de manifestantes que, também, invadiram o Ministério da Fazenda em prol de garantias de direito de trabalho e aposentadoria dignos.

Caixa “dooois”

A classe política residente no Congresso Nacional está empenhada em desvirtuar as leis e enfiar goela abaixo um projeto, dentro da reforma política, que poderia deixar de ser crime o “caixa 2”. Essa é a prática adotada por políticos para investir em campanhas, que hoje é passível de prisão e perda de mandato.

Tem muito político que acha que receber, digamos R$ 1 milhão, não registrados oficialmente, que seriam direcionados para financiamento da campanha, mas que por ventura quis comprar vinhos importados e viagem, não seria crime. Esse é o entendimento da corja.

Dois deputados

Enquanto o jogo da política se acirra pelos corredores do Congresso, do Palácio do Planalto e Ministérios, nossos prezados deputados federais, que representam a região, andam fazendo sua política de fundo de quintal. Foi uma semana de entregas de veículos. O deputado Tenente Lúcio (PSB) entregou carros para conselhos tutelares, em Araguari. Já Weliton Prado (PMB) participou de entregas de viaturas da PM em Ituiutaba e ambulâncias em Nova Ponte. E o Triângulo Mineiro segue sem representatividade política no cenário nacional.

 

Tiago Pegon, uberlandense, residente em Brasília há 7 anos,  jornalista há 9 anos, MBA em Marketing Político, trabalhou como repórter político e assessor de comunicação parlamentar.

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