22/08/2017 às 16h13min - Atualizada em 22/08/2017 às 16h13min

'Little Boy'

KELSON VENANCIO | COLUNISTA
Foto: Divulgação

 

Como pode um garotinho de apenas oito anos de idade roubar a cena de praticamente todo um filme? O pequeno garoto Jakob Salvati faz isso e muito bem em “Little Boy - Além do impossível”. Este é o quarto filme do jovem ator que, mesmo sendo novinho, traz um carisma enorme na produção e cativa o público. O jeito simples, humilde e fofinho do personagem Pepper Flynt Busbee é apaixonante.

O longa se passa em O'Hare na Califórnia. O pequeno Pepper (Salvati) tem uma forte ligação com o pai, James Busbee (Michael Rapaport), com quem vive aventuras fantasiosas. Quando seu irmão London (David Henrie) é convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial, James se oferece para ir no lugar dele. A situação deixa Pepper desolado, sendo que ele ainda precisa lidar com as constantes provocações dos demais garotos por ser pequeno demais - daí o apelido jocoso Little Boy. Disposto a trazer o pai de volta da guerra, Pepper resolve seguir uma lista de boas ações entregue pelo padre Oliver (Tom Wilkinson).

A história do filme é muito bonita e envolve temas importantes para a vida de qualquer pessoa. Entre eles, o perdão, acreditar no impossível, não distinguir inimigos, a transformação, boas vibrações e sorte. E a maioria dessas "lições" são dadas por este pequeno personagem. Apesar de ser um pouco cansativo na primeira parte, o roteiro é muito bom e emociona. É difícil conter as lágrimas ao final da projeção.

A narrativa mostra, com bastante eficácia, o preconceito da população norte-americana em relação aos japoneses por causa da segunda guerra mundial. E isto acaba se difundindo entre todos, até mesmo na inocência das próprias crianças que acabam praticando este mesmo preconceito sem saber suas razões e causas. E é neste ponto que entra a relação do garoto Pepper e do ator nipônico Cary-Hiroyuki Tagawa que interpreta Hashimoto. A amizade que surge entre eles mostra que o amor pode superar qualquer tipo de preconceito.

E por falar em amor, a esperança de que o pai volte da guerra é o combustível para que o garotinho faça tudo que for preciso para vê-lo novamente. E depois de receber uma lista de "atividades" dadas a ele por um padre, Pepper traça vários objetivos que compõem a trama do longa. E ver ele cumprindo todas as tarefas é sem dúvida algo gostoso de se ver.

“Little Boy” não é o melhor filme do mundo, mas é uma sessão da tarde extremamente prazerosa de ser assistida. Com mensagens de fé, esperança, amor e com a fofura de Jakob Salvati.

Nota 7

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