22/06/2022 às 08h00min - Atualizada em 22/06/2022 às 08h00min

A economia brasileira e a força do agronegócio

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA
O agronegócio é um setor de grande importância para a economia brasileira. Ele baseia-se na união de diversas atividades, chegando a representar um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Sendo assim, está ligado à produção de itens derivados da pecuária e agricultura.

Entretanto, o agronegócio não se baseia apenas em produtos in natura. Por conta de sua grande abrangência consegue atingir uma extensa área de produção. Destacam-se nesse setor os segmentos na produção de café, carnes, produtos florestais, soja e complexo sucroalcooleiro.

Portanto, o Brasil se apresenta como um país favorável ao agronegócio. Isso porque ele apresenta um solo rico, período de chuvas regulares e abundância de água doce. O país possui cerca de 388 milhões de hectares de terras férteis para o cultivo.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), cresceu 8,36% em 2021. Ressalta-se que, no último trimestre de 2021, especificamente, o PIB do agronegócio brasileiro chegou a cair, 2,03%, influenciado sobretudo por uma piora nos preços reais do setor. Diante do bom desempenho do PIB agregado do agronegócio em 2021, o setor alcançou participação de 27,4% no PIB brasileiro, a maior desde 2004 (quando foi de 27,53%).

Além de grande participação no PIB o agronegócio brasileiro representa cerca de 42% das exportações. Ele ainda gera 37% dos empregos do país. Em números concretos, o setor é representado por cerca de 17 milhões de pessoas empregadas.

Reflitam comigo: Alta tecnologia aplicada e produtividade é algo que tem impulsionado a produção do agronegócio brasileiro é a utilização massiva da tecnologia no campo. Em busca de se fortalecer em relação ao mercado internacional, o produtor rural adaptou sua rotina produtiva com esses novos recursos. Assim, ele tem uma produção mais sustentável e, com isso, menos perdas.

O forte crescimento do PIB do segmento primário agrícola decorreu especialmente do alto patamar real dos preços, tendo em vista as expressivas quebras de produção para importantes culturas, devido ao clima desfavorável. Ressalta-se que o avanço da renda nesse segmento não foi ainda maior por conta do também expressivo incremento dos custos de produção – o que pode ser verificado no avanço do PIB dos insumos agrícolas. Esse crescimento refletiu, em grande medida, a alta importante dos preços de fertilizantes e de máquinas agrícolas (mas o aumento da produção nacional de fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas também impulsionou os resultados).

Além disso, o agronegócio brasileiro está inserido dentro da agricultura 4.0. Segundo pesquisa, cerca de 67% das propriedades rurais ativas possuem algum tipo de inovação tecnológica dentro dos processos de produção.

Com o uso dessas tecnologias, o agronegócio brasileiro passou a ter um grande salto produtivo por ano. Outro ponto de grande importância para o aumento da produtividade nas colheitas brasileiras se deve ao fato do melhoramento genético das sementes. Com uma maior resistência às adversidades, que encontraram durante o processo entre o plantio e a colheita, faz com que diminua a perda de produtos aumentando a produtividade no campo.

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Os produtos transgênicos estão em alta no mercado brasileiro e internacional. Esses produtos, que são modificados geneticamente, têm uma maior resistência. Isso fez com que os produtores agrícolas alavancassem o seu lucro.

Entretanto, junto com esse melhoramento dos produtos vem o debate sobre as vantagens e desvantagens dessa técnica. Os que aprovam o uso, defendem a prática pela maior durabilidade dos produtos e melhoria nutricional.

Já os que são contra, levantam o ponto de que esse método pode gerar graves reações alérgicas e desequilíbrio ecológico.

Outro ponto de suma importância é entender a diferenciação entre os sistemas de produção intensivo e extensivo. O sistema intensivo prima pela mão de obra qualificada, buscando uma alta produtividade com o uso de técnicas avançadas.

Enquanto isso, o sistema extensivo é caracterizado exatamente pelo contrário. O sistema acaba usando uma mão de obra desqualificada e técnicas rudimentares, tendo assim uma baixa produtividade.

Enfim, o agronegócio brasileiro tem uma grande participação na economia brasileira, tanto nas exportações quanto na geração de emprego.

Pensando estrategicamente: ... O agronegócio, notoriamente, é o setor de maior destaque na economia brasileira, seja por seu superávit na balança comercial, pela geração de renda ou de empregos no país. Alguns estados se destacam no cenário nacional pela alta competitividade do agro, alto nível tecnológico, alta produtividade agrícola e pecuária e fortes instituições representativas do setor.

No entanto, precisamos contar com novas gerações inseridas no agronegócio. Pessoas que vão movimentar esta máquina de geração de alimentos, emprego e renda no país nas próximas décadas. Jovens que vão assumir o protagonismo e tornar o agronegócio ainda mais tecnificado, dinâmico e competitivo, dando sua forte contribuição para o desenvolvimento sustentável do país. Sendo que a grande maioria desses jovens tem a sua origem em famílias com o pé no agronegócio.

A edição da Radar Agtech Brasil, lançada em maio passado, identificou 78 instituições que investiram e apoiaram o empreendedorismo de startups do setor agropecuário no Brasil, possibilitando o acesso a oportunidades de incubação, aceleração e investimentos. Essa informação é crucial para que as startups consigam obter recursos e capital para atingir suas metas de crescimento.


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
 
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