18/06/2022 às 08h00min - Atualizada em 18/06/2022 às 08h00min

Curiosidade sobre a Hipnoterapia/Hipnose. Será que funciona?

TÚLIO MENDHES
Antes de qualquer coisa, precisamos entender o que é a Hipnoterapia/Hipnose/Hipnose. Pois bem, como tudo tem história à hipnose não foge à regra, uma vez que sua origem  é datada há séculos aplicando-se técnicas semelhantes em ritos e cerimônias religiosas em diversas culturas. Os primeiros conceitos científicos sobre seu uso terapêutico, no entanto, datam de 1843. Conhecida como “Hipnose Clínica”, a Hipnoterapia/Hipnose/Hipnose  é uma técnica moderna no tratamento individualizado de questões físicas e mentais. Em outras palavras, tem como objetivo suprimir os hábitos e sentimentos indesejáveis, isto significa reprimir as cargas emocionais que nos acompanham desde a infância constituída por nossos pais, introduzida na escola, além de, diversos episódios que nos originaram traumas que atualmente continuam nos machucando, mesmo que não tenhamos consciência disso.

Mas para que serve a Hipnoterapia/Hipnose/Hipnose? Simples. A Hipnoterapia/Hipnose/Hipnose é praticada por profissional de saúde habilitado que visa ampliar a consciência do paciente por meio de concentração focada e relaxamento. Entre várias circunstâncias intervém na depressão, fobias, ansiedade, no processo de luto, de divórcios ou de qualquer perda que rebaixe o emocional da pessoa, ajuda ainda na compulsão por alimentos, compra, sexo, limpeza etc. Contribui na promoção de hábitos de vida saudáveis desde alimentação adequada a prática de atividade física. A hipnose também colabora no processo de desintoxicação de várias substâncias, inclusive ajuda a pessoa que deseja parar de fumar. 

Okay... mas como funciona o Processo Terapêutico? Bom, sem delongas, o processo é muito breve, geralmente composto de 3 a 4 sessões. O estado hipnótico ao qual chega o paciente durante as sessões, faz com que ele consiga quebrar padrões limitadores, mudar crenças e, consequentemente, modificar seu comportamento. Os resultados obtidos, geralmente, são mais efetivos e rápidos que outros métodos convencionais. Isso porque a hipnose clínica alcança a mente subconsciente e trata o transtorno direto em sua origem.

Outro fato super importante é que a hipnose é um estado natural de todo ser humano. Estamos em hipnose o tempo todo, por exemplo, quando nos emocionamos com um filme mesmo sabendo que nada daquilo é real, também quando dirigimos e chegamos em casa sem mesmo nos lembrar do trajeto.

Entendido o que é, para que serve, como funciona e o resultado esperado... vamos descobrir quais são os fenômenos hipnóticos descritos como: RAPPORT - significa sintonia, aliança terapêutica e é o momento em que ocorre a ligação entre o terapeuta e o paciente; CATALEPSIA - quando ocorre a imobilização, ausência da vontade de se mover; DISSOCIAÇÃO - é o pensamento, sensação ou sentimento de ser duas pessoas em uma só, sendo possível executar coisas diferentes ao mesmo tempo. ANALGESIA - o efeito de diminuição da intensidade da sensibilidade à dor; ANESTESIA - quando o paciente não sente parte do corpo. REGRESSÃO DE IDADE - a recordação de algo do passado, como se estivesse vivendo aquilo pela primeira vez; PROGRESSÃO DE IDADE - momento de ver-se no futuro, realizando metas e objetivos; DISTORÇÃO DO TEMPO - quando ocorre a falta de percepção do tempo cronológico; ALUCINAÇÃO POSITIVA - ter a percepção de algum dos cincos sentidos de algo que não está presente; ALUCINAÇÃO NEGATIVA - quando falta de percepção de algum dos cincos sentidos de algo que está presente; AMNÉSIA - quando não há lembrança de partes ou de tudo que aconteceu); HIPERMNÉSIA - ter uma lembrança aguçada de algo; ATIVIDADE IDEOSSENSÓRIA / IDEOMOTORA - são as sinalizações com o corpo em resposta a um comando; SUGESTÃO PÓS-HIPNÓTICA é quando o paciente executa após o transe de algo pedido durante a hipnose.

Concluindo… a Hipnoterapia/Hipnose trata a causa na raiz do desequilíbrio emocional, resignificando o que verdadeiramente provoca sintomas como ansiedade, depressão e compulsão.

Até breve. 


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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