21/06/2017 às 17h06min - Atualizada em 21/06/2017 às 17h06min

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TIAGO PEGON | COLUNISTA

Em uma semana de acontecimentos políticos relevantes no cenário político nacional, o presidente Michel Temer, assim como os caciques políticos de Brasília finge que a crise do país não é grave, e seguiu viagem para compromissos internacionais na Rússia e Noruega.

Só que o prestígio do mandatário do país está bem fraco. Temer chegou à Rússia como se fosse um jogador decadente de um time tradicional e popular. Sequer foi recebido pelo presidente Vladimir Putin e muito menos foi noticiada pela mídia local a visita do presidente brasileiro. Mesmo assim, talvez por educação, o presidente russo inseriu na agenda do dia seguinte, um encontro que tratou de acordos comerciais entre ambos os países.

Mas pra piorar, às vésperas da visita a Noruega, representantes do país nórdico criticaram duramente a política ambiental do governante. Insatisfeito com o aumento do desmatamento no país, nos últimos dois anos, o principal doador internacional para projetos na Amazônia questionou o mandatário brasileiro sobre os rumos da política ambiental do país.

 

Enquanto isso em Brasília...

Em um esforço para que pelo menos uma das três reformas em tramitação no Congresso Nacional vingue, o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-PI) pediu ao também presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que acelere pelo menos a votação da reforma política na Casa. Segundo os chefes do legislativo nacional, a importância da aprovação de uma reforma política neste ano seráv fundamental para definir a forma como vão acontecer as eleições, principalmente em questão do financiamento das campanhas.

A reforma trabalhista, que agora tramita no Senado, ganhou um novo fato. Uma improvável rejeição do relatório na Comissão de Assuntos Sociais assinalou a falta de consenso para aprovação da proposta. Para colaborar, representantes da Organização Internacional do Trabalho, afirmaram que o texto afronta tanto a Constituição como as convenções da OIT, havendo o desmantelamento da representação dos trabalhadores e precariza normas relativas a segurança e saúde no trabalho.

 

Patrocínio esportivo

Audiência pública na Câmara deve discutir uma proposta proibição do patrocínio esportivo de marcas de refrigerante e bebidas com gás e derivados. Se a lei for aprovada, o esporte brasileiro perderá uns R$ 100 milhões por ano. Só o Flamengo, por exemplo, perderia o maior contrato da história do patrocínio do país, de R$ 200 milhões por seis anos.

 

Aécio respira por aparelhos

Após a 1ª Turma do STF adiar o julgamento que poderia prender o ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG), o atual presidente do Partido, Tasso Jereissati(CE), em pronunciamento na tribuna do Senado, ele disse que o ex-governador de MG não tem condições de ser ativo no partido, decretando desde já sua encefálica morte política.

 

"Nossos" deputados federais

Segue a atuação "meia boca" dos parlamentares de Uberlândia no Congresso Nacional. O deputado Weliton Prado (PMB) parece que está dando ares de quando era um militante contra as oligarquias empresariais da região. Uma faísca pode sair entre o parlamentar e a empresa monopolista de telefonia/internet da cidade. Ele defendeu nesta semana na Comissão de Defesa do Consumidor o Projeto de Lei 7182/2017, que proíbe o corte ou limite da banda larga fixa. Segundo ele, o serviço no país já é de péssima qualidade e caro.

Já Tenente Lúcio, mais sossegado do que muares na sombra, protocolou o Projeto de Lei 7294/2017, que insere o Conselho Tutelar como o órgão responsável pelas medidas de proteção da Criança e do Adolescente. A proposta determina que em cada município haverá, no mínimo 1 (um) Conselho como órgão integrante.

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