02/07/2021 às 08h00min - Atualizada em 02/07/2021 às 08h00min

Notícias do lado de lá

WILLIAM H STUTZ
Amanheço em segunda repleta de informações e assuntos. Não sou de jornal de televisão, mas tenho sido forçado pelo pouco sair a dar passada d’olhos nos GN e Bands da vida. Na real? Gosto mais do GNews, pois tem muita gente boa lá. Certo, certo, que atire a primeira notícia quem nunca os assistiu. Em outros tempos estes televisivos eram golpistas de direita. Agora, depois que este presidente louco que temos os detonou, passaram a golpistas de esquerda. Opa, é tão fácil separar o joio (palavra que muito se usa, mas poucos sabem o que significa de verdade), do que realmente é de interesse desse falatório geral. Basta ser seletivo e buscar verdades.

Já os canais abertos falam como se lessem apenas manchetes. Não informam, nem acrescentam muita coisa.

Agora mataram Lázaro, o “serial-killer” goiano com trinta e oito balaços. Alguém duvidava que ele sairia vivo disso? Espero de coração que não se esqueçam, nem tirem de foco, dos outros “serial-killers” de verdade que se entocam não muito longe de Cocalzinho de Goiás. Mas para estes, vinte dias não bastarão.
Também acordo com a informação de que Carlos Wizard, o mago, voltou para terra brasilis e entregou o passaporte. Antes disto, porém, um louco tirou a máscara de uma criança. Taoquei, ou quer mais?

Que fique claro: o título dessas linhas é obviamente da letra de “Encontros e despedidas”, de Milton Nascimento.

A notícia boa do fim de semana foi que não temos mais que ouvir de televisões, que não são nossas, a voz horrível do Faustão aos domingos. Não sei o que vai entrar no lugar dele. Talvez contratem o Silvio Santos e seu “quem quer dinheiro”. Afinal, concorrentes à parte, negócio é negócio. O canal dele deve estar pagando caro para ter corridas de Fórmula 1 que ninguém mais vê e essa Copa América ridícula. Uma boquinha em outro canal não seria uma má ideia. Correção: a Formula 1 está na TV Bandeirantes. Isso mostra meu grande interesse por corrida de carro. SQN!

Aqui pelo cerrado as incoerências continuam no que diz respeito à pandemia. Bares e botecos podem abrir domingo, mas clubes não. Alguém pode desenhar pra mim essa esdrúxula imposição? Pô, o pessoal que frequenta clubes ao ar livre, aos domingos segue em atropelo ávido para se aglomerar nos restaurantes e botequins! Acho que essa invenção é de quem não vai a clube e muito menos a bares. Não se pode correr em pista, mas na rua pode. Você e mais “trocentas”. Sem contar os negacionistas e imbecis (olha o pleonasmo William!) que não acreditam em vacina e uso de máscaras. Seguem o mito, seguem o líder.

Este domingo foi de uma paz! Estamos cercados de obras. Casas sendo construídas ao fundo, reformas em casa em frente. As músicas da semana, sejam elas o chororô horroroso de sertanejo universitário traído ou a sinfonia de Makita, tornam a semana uma loucura. Tudo vai bem até as 8:00 em ponto, quando é dada a largada de mau gosto e sons inevitáveis de obras. Estes últimos são suportáveis, pois se referem a algo importante para alguém. Agora os falsetes “... dia intêroooo, prá pedi dinherooooo, soó pra vocêeeee...” Ai é fogo. Além desse português errado as músicas são uma tristeza só. Se o personagem Alex DeLarge, de Laranja Mecânica, filme de Stanley Kubrick, baseado no livro homônimo de Anthony Burgesse, que gostava de música clássica, fosse torturado com essa gritaria ele mudaria de vida rapidinho e iria para um convento ou se tornaria porteiro de motel.

Contudo, o domingo foi especial, com um silêncio quase absoluto. Estou renovado para a semana que começa. Que as obras sigam seu curso e acabem logo. Que a próxima segunda não venha tão carregada de notícias ruins. Ora-pro-nobis!

Será que poderiam me passar nomes de bons filmes e livros? Vi e li tudo que ao meu alcance estava e está ficando caro tanto comprar em sebo virtual.
 
Ah, a liberdade que tanto queria:
“[...] Diz quem fica/ Me dê um abraço, venha me apertar/ Tô chegando/ Coisa que gosto é poder partir sem ter planos/ Melhor ainda é poder voltar quando quero [...]
 
Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

 
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