13/01/2021 às 08h00min - Atualizada em 13/01/2021 às 08h00min

Ele não é tudo isso, não é Rogério Ceni?

ADRIANO SANTOS

A torcida do São Paulo tem motivos de sobra para ter Rogério Ceni como ídolo, titular de 1997 a 2015 no São Paulo, o maior goleiro artilheiro na história do futebol mundial, jogador que mais vezes foi capitão de uma mesma equipe, jogador que mais venceu com uma mesma equipe, no mesmo time, Campeão Libertadores, Mundial, Paulista, o verdadeiro Mito, assim chamado na época de ouro do São Paulo.

Mas, Rogério é ainda colocado bem mais alto que deveria quando técnico de futebol. No Fortaleza, foi campeão Brasileiro série B, Cearense e só. Hoje no Flamengo, 2019 no Cruzeiro, ante tudo isso no São Paulo, Ceni não conseguiu nada quando teve bons elencos.

De quem é a culpa?

Um técnico precisa de trabalho, tempo, e muita sorte, Rogério está refém do que não sabe fazer, ter um elenco na mão, sempre teve características de um líder, capitão, mas Rogério sempre falou mais que escutou, hoje no Flamengo nada dá certo, nem suas trocas, nem suas escolhas, nem seus treinos, nem sua sorte, nem sua postura.

É preciso que a mídia peça desculpas aos torcedores, essa mega valorização de Ceni como técnico criou uma grande expectativa no que ele mesmo não consegue realizar, o mesmo pode ter o status de promissor, mas não produz, pode ser o que mais estudou do ex-atletas, mas falta notoriamente metodologia, é difícil sair da Escola do Fortaleza, onde eu espero, defendo e contra-ataco, no Flamengo, Cruzeiro, tenho a bola e faço gols.

Ineficiente até agora, apático e cheio de perguntas sobre seu trabalho, não é normal empatar com Fortaleza, perder pro Ceará no Maracanã e dar entrevista e dizer que o time precisa da torcida, o time do Flamengo precisa de variáveis, consistência, atletas que saibam onde estão e para onde vão, o Guto Ferreira sair dominando as ações de gols no Maracanã é improvável, mas não foi impossível.

Estamos no Futebol Brasileiro reféns do sucesso do técnico estrangeiro, pós Jesus, hoje com Sampoli, Coudet, Abel do Palmeiras ficou bem óbvio que o Futebol Brasileiro precisa de sinergia com a possibilidade de mudanças, não é sermos negacionistas, e sim aprender.

Ressalvas do trabalho do Lisca que é extremamente arrojado, do Barbieri, que falhou no América, no Flamengo e hoje está em ótima campanha pela RedBull Bragantino, Renato, há mais de anos à frente do Grêmio, Fernando Diniz, ótimo trabalho no São Paulo, o que tem diferente nesses trabalhos?

Coragem de inovação? Ou tempo para inovar?

Rogério tem a semana inteira de trabalho e nada dá certo.

Talvez está na hora de colocarmos o novato treinador no lugar dele, técnico comum, que precisa de mais tempo, para tais oportunidades.

Paixão Futebol.


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 

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