29/09/2020 às 08h00min - Atualizada em 29/09/2020 às 08h00min

Dia do Atleta Paralímpico

ALBERTO GOMIDE
Instituído via decreto de lei nº 12.622, de 8 de maio de 2012, o Dia Nacional do Atleta Paralímpico somente começou a ser comemorado a partir de 2014. A data dá sequência ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro. 

Desde 2018, o CPB realiza o Festival Paralímpico para celebrar o Dia do Atleta Paralímpico, que neste ano foi cancelado devido à pandemia do Covid-19. A primeira edição do Festival, em 2018, foi realizada em 48 cidades com a participação de mais de 7.000 crianças. Em 2019, o evento teve 70 sedes e atendeu mais de 10.000 crianças.

Participaram do bate-papo a parataekwondista Débora Menezes, o velocista Fabrício Ferreira, a nadadora Susana Schnarndorf e o apresentador e ex-judoca Flávio Canto. A transmissão ao vivo foi apresentada pelo jornalista Renato Peters e realizada via os perfis oficiais do CPB no Facebook e no Tik Tok e também no canal do Youtube. 

Durante a conversa, o diretor técnico do CPB, professor Alberto Martins da Costa, que é de Uberlândia, fez uma participação especial para convidar todas as pessoas com deficiência do país a experimentarem o esporte paralímpico. “Hoje, o esporte paralímpico tem espaço para diversas deficiências, incluindo as severas e, com certeza, os técnicos e os classificadores poderão indicar a melhor modalidade e provas para cada um. Busquem o esporte porque realmente é a transformação e a ferramenta para a inclusão social”, disse Alberto Martins. 

No site do CPB, tem uma aba “Quero ser um atleta paralímpico”, na qual os interessados podem encontrar o clube ou associação mais próximos da sua residência para que possa ingressar e iniciar no esporte paralímpico. 

O Dia Nacional do Atleta Paralímpico foi comemorado também em Uberlândia, a cidade do interior do país que possui maior número de paratletas com destaque a níveis nacional e internacional. Uberlândia é reconhecida pelo CPB pelo trabalho que a cidade realiza há vários anos pelo engrandecimento do paradesporto, contando inclusive com paratletas em condições de disputar vagas para os Jogos Paralímpicos. Um trabalho que cresceu muito, com o desempenho do professor Alberto Martins da Costa, quando participou de maneira positiva da administração municipal como diretor geral da Futel, dando ênfase especial ao paradesporto, que ganhou ascensão e continua crescendo sob todos os aspectos.

A uberlandense e professora em Educação Física, Emilene Rosa Alves dos Santos, que trabalhou vários anos e conhece profundamente o paradesporto, em matéria publicada recentemente aqui na coluna, destaca também o trabalho das instituições da cidade como Aparu, Virtus, Praia, Futel e CDDU. Emilene Santos, que participou da Seleção Brasileira Paralímpica de Halterofilismo, nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, Peru, em 2019, disse que “alguns atletas já estavam com o pé em Tóquio e continuam tendo chances de se classificarem”, citando inclusive alguns nomes, que vão continuar lutando por vagas.


*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 
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