25/07/2020 às 15h09min - Atualizada em 25/07/2020 às 15h09min

Como não “surtar” com a higienização e organização da casa em tempos de pandemia?

TÚLIO MENDHES
Em tempos de pandemia, o que mais temos feito no isolamento social? Pois é... se de cara você respondeu comer, parabéns, pois você acertou! Na Última postagem falei sobre essa compulsão “versus” Covid-19.

Entretanto adotamos outro hábito – a propósito muito bom, muito mesmo. Contudo, o que é demais geralmente precisa ser menos. Por exemplo, aquela vizinha fofoqueira que sabe da vida de todos no condomínio, precisa ser menos preocupada com a vida alheia e ficar mais atenta com a dela. Entende?

Bom! Nesse mesmo raciocínio, cito o excesso de limpeza, a fissura por produtos que prometem clarear tudo etc. Se observarmos, a higienização de objetos, embalagens e superfícies tem sido mais rigorosa e frequente. Mais que isso, a preocupação com a contaminação pelo coronavírus exigiu um monte de cuidados com as mais diferentes superfícies e objetos: o álcool 70%, o desinfetante e a água sanitária nunca foram tão populares. Por outro lado, algumas pessoas acabam ignorando a importância que uma boa limpeza proporciona dentro de casa, inclusive no que diz respeito à saúde dos moradores que ali residem. A limpeza de nossas casas acabou se tornando um ponto chave para prevenção do novo coronavírus.

Tanto o excesso quanto a falta de limpeza, ambos os fazem mal a saúde.  Por exemplo, doenças psicológicas, emocionais e físicas, tal como a obesidade, por conta da ansiedade produzida à falta de organização e limpeza dentro de casa, acabam desencadeando comportamentos compulsivos nas pessoas que ali residem, como alimentar-se compulsoriamente. Ah e o pior, esse estado emocional desregulado ainda pode desencadear doenças emocionais como a depressão, o estresse crônico, o próprio transtorno de ansiedade, ambos elevando os níveis de hormônios no sangue, como adrenalina e cortisol, além de desequilibrarem a atividade nervosa do cérebro. Nem vou entrar no mérito dos males aos intestinos, estômago, músculos, pele e coração que se comunicam diretamente com o cérebro, e são os mais afetados por estas alterações.

Então que tal parar de surtar com o excesso de limpeza, organização e surtar completamente e simplesmente, vivendo! É fato que necessitamos de nosso habitat limpinho, cheirosinho e confortável. Por que não se pode ter os dois? Tenho certeza de que você já ouviu dizer que o modo como organizamos o espaço em que vivemos é um reflexo da maneira como nos sentimos. Logo, quando deixamos de organizar e limpar nossa casa, é fato que estamos colocando em risco nossa saúde física e a saúde emocional.

Segundo apontam pesquisas, as doenças emocionais como depressão e ansiedade podem ser desencadeadas ou até mesmo agravadas quando o indivíduo se encontra em um ambiente bagunçado e desprovido de limpeza. Deparar-se diariamente com pilhas de louça suja, roupas para lavar ou desordem em geral da casa de é surtar muita gente – eu sou um dos.  Esse tipo de comportamento e a falta de higienização, é claramente uma desordem mental nos que não veem problemas viver nessas condições. Já para os seres humanos como eu, esse mau hábito é capaz de gerar um sofrimento mental e físico.

Concluindo, a necessidade de vivenciar o isolamento social objetivando evitar a disseminação do novo coronavírus, fez com que passássemos a realizar todas as atividades em casa. Portanto, no que tange a higienização, toda a limpeza e organização devem ser equilibradas tanto para o emocional, quanto para o corpo. Nesse caso uma ideia é fazer do isolamento, um momento de união à família, e juntos, por exemplo, criarem um cronograma de tarefas a serem realizadas. Assim, gradualmente e unidos seguirem com as regras ora constituídas no cronograma feito por todos.

Pois bem, um fato é que quando não deixamos nossa casa organizada e higienizada, limpinha e cheirosinha, isso pode danificar não apenas a saúde física, mas também a emocional. Não é exagero afirmar que a pandemia de Covid-19 modificou para sempre a rotina de todos nós. E um dos aspectos mais afetados foi a relação que temos com nosso lar.




Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.



 
Relacionadas »
Comentários »