23/04/2020 às 09h41min - Atualizada em 23/04/2020 às 09h41min

No Corona vírus os indicadores não chegam aos mortais comuns

ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA

O que são métricas? Uma métrica é um número. Este número pode ser uma contagem - número de pessoas portadoras de uma determinada doença, ou uma taxa de incidência dessa doença em uma determinada faixa etária da população, no país ou região.

Os indicadores permitem acompanhar, de forma linear e histórica, como cada organização responde aos desafios no dia a dia. Por exemplo, a ANVISA possui uma planilha com mais de 150 tipos de indicadores que podem ser adotados pela gestão de instituições de saúde. Especialistas explicam que, do ponto de vista da gestão do serviço de saúde, os indicadores são utilizados para aperfeiçoar as práticas operacionais, o que permite identificar inconsistências, adotar medidas corretivas e avaliar os resultados. Também possibilita que os gestores façam a autoavaliação e a comparação com o desempenho de outras instituições. Desenvolver e acompanhar indicadores de desempenho com o uso de sistemas de gestão integrados, permite que os dados sejam coletados de forma padronizada e sistemática, o que garante comparativos internos e externos, proporcionando assertividade nas decisões.

Os especialista são unanimes em afirmar que, não basta implementar a gestão por indicadores e esperar respostas de um dia para o outro. É necessário que seja referenciado por um planejamento consistente e que qualifique os indicadores como instrumentos de gestão em saúde, sendo necessário também que haja a capacitação de todos os profissionais envolvidos e, o monitoramento sistemático desses dados.

São indicadores mais comuns e mais utilizados: taxa de ocupação das instalações; tempo de espera do paciente; duração média da estadia; taxa de infecção; margem operacional; taxa de readmissão; satisfação do paciente.

Essas tecnologias não são específicas para os indicadores, mas geram números que serão úteis para a gestão da organização de saúde fazer o planejamento estratégico em busca de melhorias operacionais.

O CONASS cumprindo sua missão de “articular, representar e apoiar as Secretarias Estaduais de Saúde, no âmbito do SUS, promover a disseminação da informação, produção e difusão do conhecimento, inovação e incentivo à troca de experiências”, por meio desse espaço vem ampliar e intensificar a troca de informações e conteúdos sobre o novo corona vírus – COVID-19.

Vamos refletir: ...Quarentena é um período de isolamento e restrição de movimentação de pessoas que foram potencialmente expostas a uma doença contagiosa. O objetivo é, nesse período, determinar se eles se sentem mal ou se desenvolvem sintomas, o que reduz o risco de infectar outras pessoas.

Estudos apontam que as autoridades devem fornecer uma justificativa clara para a quarentena e informações sobre os protocolos e garantir que suprimentos suficientes sejam fornecidos. Além disso, apelar ao bom senso do público sobre os benefícios da quarentena para a sociedade em geral. Na China, instituições médicas e universidades abriram plataformas online para fornecer serviços de aconselhamento psicológico a pacientes, familiares e outros afetados pela epidemia. Gradualmente, as aulas foram suspensas, as empresas reduziram o horário de funcionamento ou fecharam, os sistemas de transporte público foram paralisados e até o

movimento de pessoas nas ruas ficou praticamente proibido em algumas cidades. A medida mais restritiva foi fechar cidades inteiras em quarentena em massa, enquanto milhares de estrangeiros que retornam da China para seus países foram solicitados a se isolar em suas casas ou em instalações estatais.

Pensando estrategicamente: ... se o novo corona vírus já infectou mais de 110 mil pessoas em mais de 100 países e agora estão aparecendo novos casos fora da China do que dentro do país. Por exemplo, várias pequenas cidades Italianas nas regiões da Lombardia e Veneto estão em quarentena, ninguém pode sair sem permissão especial das autoridades sanitárias. Para vários economistas e observadores, a economia global já entrou em recessão, devendo ser acompanhada por uma disparada do desemprego e sofrer anos até se recuperar das perdas e impactos da pandemia.

No Brasil a previsão mais ponderada do Instituto Fiscal Independente, baseando-se nas atuais projeções, indica uma retração de 2,2% da economia brasileira neste ano, contra um crescimento de 1,8% esperado antes da doença atingir o país. O estudo leva em consideração o tempo de isolamento necessário para mitigar os impactos na saúde, ainda incipientes.

O cuidado deverá ser redobrado ao aplicar o remédio, pois se a dose for desproporcional poderá matar o paciente. No caso do COVID-19, os indicadores não chegam aos mortais comuns.


Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.


 

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