15/04/2020 às 08h00min - Atualizada em 15/04/2020 às 08h00min

Didi, a lenda do Futebol e do Futsal

ADRIANO SANTOS
Didi é formado em educação física, especialista, mestre, pai, professor e dono de uma história irretocável em Uberlândia e região. Homem digno, respeitado, que o futebol precisa reconhecer.
No ano de 1982, aos 18 anos, parou de disputar campeonatos de futebol na cidade promovidos pela Liga Uberlandense de Futebol, devido ter passado no vestibular da UFU para o curso de Educação Física, onde se formou em 1984. O grande motivo foi a opção pelo trabalho na área de sua formação, dando aulas de natação particulares à domicílio e no Praia Clube, além de ter assumido aulas nas escolas estaduais de ensino, onde foi aprovado em concurso público. Também optou pelo trabalho voluntário no Projeto com Deficientes Físicos no Departamento de Educação Física da UFU (comandado pelo Prof. Alberto Martins) em parceria com a APARU.
Porém, continuou atuando no esporte nos campeonatos universitários e de clubes como Caça e Pesca, União dos Viajantes, SESC, Praia Clube, dentre outros.
Em 1984, assumiu a função de Supervisor Geral de Esportes do Praia Clube (que hoje é denominada de Gerente de Esportes), a convite do Professor Glênio e Hugo Spini, que era o Diretor Geral de Esportes do Praia Clube na época. Nesta função, ficou até agosto do ano de 1991, onde assumiu o cargo de professor no Instituto Federal de Uberlândia – IFTM Campus Uberlândia (antigo Colégio Agrícola de Uberlândia e Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia) por ocasião da aprovação em concurso público.
Mas, foi no Praia Clube que, como treinador de futsal, se destacou quando montou o projeto das escolinhas de esportes, fitness, campeonatos internos e reformulação da infraestrutura do Clube, por ocasião da expansão do Praia para a margem esquerda do Rio Uberabinha, no Bairro Cidade Jardim, com o apoio de toda a Diretoria de Esportes, comandada pelo Sr. Mário Borges e seu presidente, o incomparável Cícero Naves de Ávila, em 1989.
No futsal, em 1988, apoiado pelo Diretor de Futsal, Sr. Nei Rosa de Moraes (da antiga Construminas), montou um projeto para que o Praia Clube disputasse o campeonato mineiro de futsal nas categorias adulta (hoje principal), juvenil (na época sub-18) e infanto-juvenil (na época sub-16). Como o Praia estava com dificuldades de assumir todas as despesas com treinadores, acumulou a função também de técnico da categoria infanto-juvenil, sagrando-se campeão mineiro naquela época com uma equipe que ninguém acreditava no potencial e sim, nas outras duas categorias. Mas, com muito trabalho e treinamento, juntamente com um grupo de jovens, fez uma campanha irrepreensível, ganhando os três jogos do quadrangular final, realizado na cidade de Governador Valadares em novembro de 1988, derrotando as equipes do Olímpico Club (BH), que foi a base da seleção mineira campeã brasileira da categoria naquele ano por 7x1, Club Filadélfia (Governador Valadares – anfitrião da competição) por 1x0 e Promove (BH) por 6x1.
Dentre os atletas, se destacaram os goleiros (defesa menos vazada do campeonato): Gustavo Pedrosa (Guto), Wellington, Marcus Vinícius (Ticu), Alas: Emerson (Bisqui), Arinaldo, Luciano Carvalho, Steffen, Fixos: Ricardo (Preto), Emerson M. Carvalho (Cavalo) e Pivôs: Adriano (Dentinho – artilheiro do campeonato), Cristiano (Bildeiras) e Rodrigo (Rodrigão, que jogou somente a fase do interior, pois foi jogar futebol de campo no C.R. Flamengo, onde foi campeão brasileiro e vice-campeão mundial de juniores pela Seleção Brasileira em 1991 e construiu uma carreira vitoriosa em Portugal e Espanha). Também foi vice-campeão mineiro, como técnico, com a equipe infanto-juvenil do Praia Clube no ano de 1991, onde havia grandes atletas como Luiz Cláudio (Mulek), Wilker, Nivaldinho, Alessandro (Lelé), Cassiano, dentre outros. Ainda nesse mesmo ano, foi campeão praiano de futsal como técnico na categoria infantil com craques como o Thiago, Balu, Lorenzo e Neto (ex-seleção brasileira e melhor do mundo em 2012), que foram os artilheiros do campeonato com mais de 70 gols cada um, goleando a outra equipe na final por 10x0.
Essa é uma das pequenas histórias do Didi, breve teremos a parte 2. Didi... grande Didi!


Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
 
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