12/04/2020 às 08h00min - Atualizada em 12/04/2020 às 08h00min

Insights do confinamento

ÉRIKA MESQUITA
Foto: Arquivo Pessoal

Fiquei pensando em como começar esse texto do Fatias de Afeto, pois nesses dias de reclusão (confinamento ou quarentena) tenho tido vários insights, coisas inatas em mim que em períodos de mais convívio comigo mesma fica até perturbador. Em um período de tantas mudanças nos diversos cenários ao nosso redor, o ensinamento mais presente é de que precisamos saber lidar com o intangível: fato de que nada é totalmente certo. Afinal, apesar do falso controle sobre o plano das coisas previstas, a certeza é algo que escapa a todos. 

O movimento das incertezas tem sempre um fluxo contínuo, na maior parte do tempo se comporta de forma sutil e delicada, mas às vezes se faz abrupto, impondo-se a nós como tem sido nesses dias. Vocês estão se sentindo assim, quando pensam em um futuro próximo?

Sei que cada um reage de forma diferente a fatos que nos atingem de maneira “parecida”, pois sei que não estamos na mesma situação, cada um com sua história de vida. Por aqui, diante da interrupção do cotidiano profissional bem atribulado que tenho, resolvi focar em alguns pontos importantes não só pelo fato de que me sinto muito bem fazendo, mas pela ordem que isso causa na estrutura de qualquer lar: o desapego e a organização.

A palavra desapego, compreendida dentro do contexto do crescimento pessoal, é um valor interno precioso que todos nós devemos aprender a desenvolver. Praticar o desapego não significa abrir mão de tudo que é importante para você, rompendo vínculos afetivos. Desapegar é saber amar, apreciar e se envolver com coisas, pessoas, objetos com uma visão mais equilibrada e saudável, libertando-se dos excessos que nos prendem.

Você pode praticar o desapego de várias maneiras, mas o importante, nesse momento de tantas incertezas e de reclusão, é entender o significado dessa poderosa palavra. Desapegar nada mais é que ter a capacidade de abrir mão de coisas que julgaria importante, ou que simplesmente, algum dia, poderia vir a utilizar. Por exemplo, há pessoas que têm em casa objetos novos que nunca usaram, mas que estão lá ocupando espaço. Ou então, roupas que não são usadas há um bom tempo, mas que continuam no guarda roupa. Esse tipo de situação é mais comum do que imaginamos.

Além de ser incômodo, por questões de organização, acumular objetos pode deixar o ambiente pesado, interferindo, muitas vezes, no estado mental de quem mora ou frequenta o local. Eu sinto uma energia muito boa quando chego a lugares onde tudo parece ter o seu devido lugar, onde nada parece passar ou faltar. E você? Se sente assim também?

Utilize seus dias de menor agitação para praticar esse “desapego”, e depois me conte por aqui, tenho certeza de que terá boas sensações com isso. Mudando totalmente de assunto, além de todas essas coisas que estou ocupando minha mente, tem também a cozinha para onde tenho ido todos os dias pelo menos por três momentos para preparar nossas refeições, o que tem me feito um bem danado, pois não cozinho mais no meu dia a dia, apenas por falta de tempo, pois é o lugar ao qual pertenço.

Essa semana montamos uma mesa para fotografar para um belo projeto nosso chamado “Tem Que Ser”, uma mesa de Páscoa em que fizemos um chamado a todos para com a #pascoatemqueser as pessoas montassem uma mesa linda a seus familiares e divulgassem como uma forma de união, carinho e afeto nesse momento. Não vejo algo mais carinhoso que ter em torno de uma mesa linda as pessoas que amamos desfrutando de uma refeição, e nem precisa de ostentação. Seria isso uma fatia de afeto? Segue minha receita de bolo de cenoura para você surpreender nesta Páscoa!
 
BOLO DE CENOURA
 
Ingredientes :

- 300g açúcar cristal
- 3 ovos
- 250ml óleo vegetal sabor neutro
- 10ml extrato de baunilha ou essência
- 400g cenouras limpas e raladas
- 280g farinha de trigo
- 1c. chá de gengibre em pó
- 1c. chá canela em pó
- 1 pitada de sal refinado
- 1 colher de sobremesa de fermento químico em pó
 
Modo de preparo:
Aquecer o forno em 180°C, unte e polvilhe uma forma de 21x31cm. Em uma tigela bata açúcar, ovos, óleo e baunilha por 3-5 minutos ou até ficar bem uniforme. Acrescente cenoura ralada e misture bem. Junte farinha de trigo, gengibre, canela, sal, fermento, bicarbonato e misture bem. Transfira para a forma preparada e asse a 180°C por 50-55 minutos ou até ficar dourado. Faça o teste do palito: ao sair limpo está bom. Retire do forno e deixe esfriar completamente, desenforme e coloque a cobertura que desejar. Eu fiz um brigadeiro para cobrir.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.







 

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