30/03/2020 às 10h58min - Atualizada em 30/03/2020 às 10h58min

COVID-19 e o trabalho remoto

PAULO SANT'ANNA

Estamos todos vivendo um momento delicado com essa questão da expansão do coronavírus pelo mundo. Com a determinação para que as pessoas se mantenham isoladas em casa por parte da Organização Mundial da Saúde e dos governos em todas as suas esferas para trazer a prevenção e também ajudar na contenção, evitando as aglomerações e consequente expansão do vírus, as empresas e as pessoas se viram em uma situação de adaptação do trabalho realizado in loco na empresa para uma situação de trabalho remoto, em suas casas de forma a continuarem disponíveis e produtivas.  Enfim, o tão falado Home Office.

A grande verdade é que a maioria das empresas não estão preparadas para este tipo de trabalho, nem de forma estrutural, tampouco tecnicamente. Eu já comentei aqui na coluna sobre plano de continuidade, que poucas empresas tem, e que neste momento poderia ser colocado em prática, justamente em um cenário onde as pessoas estão “impedidas” de frequentarem seu local de trabalho. Ainda não temos ideia do impacto econômico, social e cultural que esse momento de crise e de combate à pandemia vai nos deixar, mas é claro que se trata de um momento ímpar para a remodelação dos negócios. Os empresários devem olhar para os seus negócios e identificar os pontos de melhoria considerando casos extremos como o que estamos vivendo agora. Estamos em um mundo cada vez mais digital. Isso tem que ser levado em consideração. Certas atividades realmente podem ser realizadas de forma remota, sem a necessidade de presença física. Ganhamos em mobilidade e redução de custos de escritório, perdemos no contato físico e presencial. Como em tudo da vida tem que haver um equilíbrio.

Se houver a manutenção da excelência do trabalho, das entregas e no atendimento ao cliente, não vejo porque não se adequar ao trabalho remoto. O modelo de negócio das empresas deve ser reavaliado e em alguns casos remodelado. O trabalho remoto não pode mais ser visto como uma solução paliativa ou alternativa e sim uma verdadeira extensão do negócio.

A questão toda é que com essa paralização das atividades, as empresas tiveram que se adaptar rapidamente, não necessariamente de acordo com o ideal ou melhores práticas, mas conseguiram, graças ao esforço de suas equipes de TI, colocar seus colaboradores para trabalhar de casa.

Algumas questões devem ser consideradas, como por exemplo, se o colaborador não tiver internet em casa? E se não tiver um computador ou notebook? Eu passei por essa situação nesta última semana com um cliente. Como proceder? A empresa vai ceder um equipamento? Como garantir um acesso seguro à rede da empresa?

São muitas questões a serem consideradas, mas vou deixar algumas dicas rápidas:

- Por questões de segurança, o acesso remoto deve ser feito através de uma VPN (Rede Privada Virtual), que cria um canal seguro via internet entre o pc/notebook na casa do colaborador e a rede da empresa.
- O link de internet da empresa deve ser verificado. As taxas de upload e download devem ser adequadas para a quantidade de colaboradores que vão acessar a rede da empresa. Lembrando que se o link de internet do colaborador for ruim a experiência de uso não vai ser boa.
- O equipamento do colaborador deve estar com sistema operacional atualizado, com firewall ativado e antivírus instalado para evitar problemas de contaminação em sua rede local da empresa. Além disso devem ser configurados os acessos e realizados testes junto ao colaborador para garantir que vão conseguir trabalhar de casa.
- A empresa deve disponibilizar termos de responsabilidade para aqueles que vão levar equipamentos para casa bem como para os que vão utilizar os seus próprios equipamentos para acessar remotamente a rede da empresa e trabalhar.
O importante é termos equilíbrio nas ações neste momento e tentar ao máximo seguir as recomendações superiores de prevenção.

Até a próxima coluna!

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
















 

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