01/02/2020 às 08h58min - Atualizada em 01/02/2020 às 08h58min

​De peitos nus

João Bosco
Dias atrás, fiz uma corridinha soberba. Manhã de verão, relva orvalhada, cheiro de terra molhada, folhagens verdolengas, chilrear de pássaros, resumindo, o dia estava lindo. Não houve estresse físico, o corpo reagiu bem e tão logo fechei os 10 km, percorridos em uma hora, desacelerei-me e, de imediato senti a adrenalina percorrer meu corpo e encher-me de prazer. Ergui os braços para o alto e, para captar a brisa fresca, despi-me da camisa. De peito nu, mamilos a descobertos, pele reluzente pelo suor, fazia contração com os braços para traz de maneira a estufar bem os peitos e, em seguida, murchava e estufava a barriga, quando me dei conta que brincava com o meu corpo, sem chamar a atenção pública, como não me chamara a atenção senhoras de muita, meia e tenra idade de seios nus, em uma praia espanhola.  Neste mesmo dia que corria, no Rio, em Ipanema, belas mulheres de peitos nus, umas meio que acanhadinhas, com os cotovelos sobre os seios, tomavam banho de sol. Não com o fim de popularizar o topless, segundo elas, mas sim, torná-lo um ato natural, desnudando a hipocrisia. Liberdade ainda que tardia.




*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.






 
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