28/12/2019 às 08h30min - Atualizada em 28/12/2019 às 08h30min

Tiririca de jardim

JOÃO BOSCO
Era final de tarde. Na rua em frente à minha casa, noto que Antônio, meu vizinho e amigo, acaba de virar a esquina e vem em minha direção. Espero. De pé, na calçada, começamos a conversar. Conversa vai, conversa vem, e não me recordo em qual assunto, ele fora taxativo: “Isso é igual tiririca de jardim, não acaba nunca.” Pronto. Ele plantou a tiririca na minha cabeça. De fato, não é de hoje que tento eliminar as tiriricas do meu jardim. Já segui várias recomendações: você tem que tirar com a batatinha, vou eu tirar com a batatinha. Você tem que usar o produto tal, vou eu comprar o produto tal para pulverizar... Até que um dia radicalizei. Arranquei todo o tapete de grama esmeralda infestado e plantei outro. Advinha? Meses depois, a tiririca brota de novo. Não tive outra solução. Passei a ignorá-las. A propósito, lembrei-me do assunto: falávamos de questões da convivência humana. Essas picuinhas que nos acompanham e não acabam nunca. Há quem as aceitam; quem prefere, de vez em quando, fazer uma poda; e quem radicaliza e corta na raiz.

*Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.









 
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