30/11/2019 às 13h30min - Atualizada em 30/11/2019 às 13h30min

Festa de Sol

JOÃO BOSCO

Segunda-feira, 7h55, Av. Afonso Pena, estacionamento livre, aguardo a loteria abrir. A Mega-Sena está acumulada (já joguei, e não ganhei, claro). Embora existam inúmeros argumentos para a manutenção ou não, eu sempre pensei que, não é de hoje, o horário de verão não passava de um lobby forte do varejo e, sobretudo, das indústrias de bebidas para aumentar o faturamento. Afinal, às seis, sete, oito horas o sol estava a rebentar mamonas, convidativo para o chopinho. Dormia-se tarde e quando se olhava no relógio, tinha-se que acordar com as corujas. Sou daqueles que preferem mais luz da manhã do que da tarde. Cinco horas pula-se da cama, faz-se ginástica, toma-se banho gostoso e um café tranquilo à brisa leve da manhã, que vem da janela e ao som do rádio que toca Nara Leão: “dia de luz, festa de sol, e o barquinho a deslizar, no macio azul do mar...” Tranquilo, olha-se para o relógio e tem-se a impressão de que o tempo te espera para você cumprir com os seus afazeres. Dificilmente perde-se o ponto ou perde-se o trem.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.







 

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