29/08/2019 às 08h39min - Atualizada em 29/08/2019 às 08h39min

O preço da falta de regularidade

TIAGO BESSA

É notória a queda de aproveitamento do Palmeiras depois da parada da Copa América. Dos últimos quinze pontos disputados, somente quatro foram conquistados pelo alviverde, o que revela uma produção muito aquém da de antes da parada. Mesmo assim eu pensava ser muito difícil o Grêmio eliminar o Palmeiras da Libertadores na terça-feira, em pleno Pacaembu lotado. Mas o time do Felipão mostrou, mais uma vez, que não tem regularidade suficiente nos momentos mais decisivos.

Abriu o placar, teve maior posse de bola e, em menos de seis minutos, ainda antes da metade do primeiro tempo, levou a virada do time gaúcho. O Felipão ainda apostou em Raphael Veiga, Zé Rafael e... Deyverson. Isto mesmo: Deyverson! Tirar o Willian que, apesar de perder alguns gols, tem características muito mais técnicas do que o Deyverson, foi um tiro no pé. A leveza de um ataque com dois jogadores ágeis foi totalmente perdida com a presença de um jogador atrapalhado e sem qualidade para jogar fora da área. Mais um ano na fila e corneta até dos jogadores do Íbis!
 
HAVERÁ PUNIÇÕES AOS VÂNDALOS?
Dentro do Pacaembu, alguns torcedores depredaram cadeiras do estádio, que é um patrimônio público e que tão bem recebeu o clube para esta partida decisiva. Na porta do Allianz, mais atos de vandalismo por parte da torcida, que parece considerar o futebol algo mais importante que a educação e a política, por exemplo. É o retrato de uma sociedade doente, sem educação e que não concentra suas atenções e ações para o que é realmente importante na atualidade do nosso país.

Não podemos mais conviver com esse tipo de situação. As punições devem ser rigorosas, a exemplo do que alguns países europeus têm feito para afastar de seus estádios criminosos travestidos de torcedores. Eles não são motivados pelo esporte, mas pelo ódio. Odeiam por odiar, mesmo. Utilizam os jogos de futebol como desculpa para extravasarem o que há de mais bizarro e violento em suas existências, fazendo com que o “espírito esportivo” seja exorcizado dos ambientes que deveriam abrigar somente celebrações.

Penso que não é uma responsabilidade somente do poder público, mas dos clubes também. Não deve haver abertura das entranhas dos clubes para as torcidas organizadas. Elas devem voltar a ser somente torcidas, sem a possibilidade de obter privilégios e relações estreitas com dirigentes e jogadores. Do contrário não são torcidas, mas facções que aterrorizam o cotidiano de trabalho de tantos jogadores, treinadores e outros profissionais.
 
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

Tags »
Relacionadas »
Comentários »