12/08/2019 às 13h21min - Atualizada em 12/08/2019 às 13h21min

Vitória de Mourão

LEANDRO MAZZINI
O Governo federal acaba de reativar a 6ª Divisão de Exército, em Porto Alegre (RS), que foi desativada pela então presidente Dilma Rousseff em 2015. Segundo o Decreto presidencial nº 9.965, da última quinta-feira, ficarão subordinadas a 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, de Pelotas, e a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, de Bagé. Todos sob a tutela do Comando Militar Sul, que já foi liderado pelo general Hamilton Mourão. O reforço das tropas em sua terra é uma vitória pessoal do vice-presidente do Brasil. A mando de Dilma, ele foi exonerado do cargo em 2015 após críticas a ela e a seu Governo que entrava em derrocada.

O dito
Numa palestra em 2015, Mourão disse que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, da má gestão e da corrupção”, sobre Dilma e sua gestão.

À forra
O general foi transferido para uma sala burocrática e virou secretário de Economia e Finanças do QG em Brasília. Agora, segundo homem mais poderoso do Brasil, vai à forra, e fortalece o Exército.

Safra
O Brasil vai alcançar este ano 241,3 milhões de toneladas nas colheitas, comemoram os agricultores. Isso é 6% maior que 2018, ou 13,7 milhões de toneladas a mais.

 
Anticrime
Recado dado. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, que sofre perseguição da ala bandida do Congresso Nacional (não se descarta ser a maioria), usou o ‘saidão’ do Dia dos Pais de Alexandre Nardoni (acusado de jogar a filha de um prédio) para lembrar que, se as leis do pacote anticrime apresentado já tivessem sido aprovadas, não haveria essa revolta do povo com regalias judiciais.

Promessa
Na campanha, o então candidato a presidente Jair Bolsonaro prometeu acabar com ‘saidão’ da cadeia de bandidos condenados por crimes graves, como assassinato. Bolsonaro publicaria um decreto sobre o tema na primeira semana de Governo, ensaiou, mas recuou orientado por Moro, para incluir isso numa Lei.

 
Mortes na pista
O Recife é a capital do Nordeste com o maior número de mortes no trânsito, segundo dados do Sistema de Informações Sobre Mortalidade, do SUS. Foram 285 óbitos em 2016 e 2017, o que a colocam em terceiro lugar. São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, lideram o triste ranking.

 
Mais do mesmo
O Planalto estuda retomar o Programa de Aceleração do Crescimento, via secretaria de privatizações, mas com outro nome. Com foco na retomada de 14 mil obras paralisadas. Serão anunciados perto de R$ 200 bilhões de investimentos para até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro. Muitas das obras paradas são alvo de investigação.

 
Decolou
O grupo alemão que construiu o centro de treinamento da seleção de futebol em Santo André, no Sul da Bahia, analisa três áreas de Porto Seguro para erguer um mega aeroporto internacional para atender à alta demanda diária de turistas, conta o Jornal do Sol. Uma das áreas é na rota Eunápolis-Porto, e a outra na região de Trancoso.

Vaga elétrica
As construtoras brasileiras já se adaptam aos novos tempos do setor de energia, à tendência das montadoras e à demanda do consumo consciente. Em alguns projetos de novos prédios residenciais já constam tomadas para carros elétricos nas vagas de garagem, com conexão direta no relógio do apartamento do motorista.

Economia porca
O presidente da Funasa, Ronaldo Nogueira, está mandando o órgão para a UTI em Brasília. Decidiu romper contrato de aluguel de dois andares com o edifício PO 700,  o único Green Building de Brasília, para realocar a equipe de volta na antiga sede, de onde a administração saiu porque precisa de reformas – e que até hoje não foram feitas. A chamada economia porca.
 

*Esta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.
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