03/08/2019 às 07h50min - Atualizada em 03/08/2019 às 07h50min

Benefícios da Amamentação

TÚLIO MENDHES

Você sabia que a primeira semana de agosto é dedicada à amamentação? Pois é. É a Semana Mundial da Amamentação. No ultimo dia 31, na sede da Organização Pan-americana, aconteceu o lançamento da campanha de incentivo à amamentação, o responsável pela campanha é o Ministério da Saúde. O slogan dessa edição é “Amamentação. Incentive a família, alimente a vida”, reforçando o tema anual da Semana Mundial de Amamentação “World Alliance for Breastfeeding Action”: “Capacite os pais, permita a amamentação” (tradução livre). A mensagem traz o incentivo e mostra a importância deste momento para o bebê.

E esse é o tema de hoje. Desde o início da nossa espécie, o Homo sapiens, pertencemos a classe dos animais que amamentam suas crias, ou seja, os mamíferos. Desde os primórdios da história as crianças foram amamentadas por suas mamães.

É de conhecimento científico que o leite humano contém todos os nutrientes necessários para garantir o crescimento saudável das crianças. É uma substância viva e de alta complexidade, que contém células vivas, responsáveis por transferir para o bebê a imunidade materna aos agentes infecciosos. Para o bebê, não existe alimento mais completo que o leite materno. Ele contém todos os nutrientes essenciais para sua nutrição como vitaminas, minerais, açúcares, proteínas e gorduras, além de fornecer anticorpos que o protegem contra uma série de doenças. A amamentação reduz o impacto de doenças degenerativas, como hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, problemas cardiovasculares e obesidade, etc.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e o complementar, que inclui outros alimentos, até os 2 anos. Um estudo randomizado conduzido no Brasil, Guatemala, Índia, África do Sul e Filipinas, revelou aumento de seis pontos no QI das crianças amamentadas exclusivamente no peito, em relação às que não mamaram. Outros encontraram aumentos menores: da ordem de um a três pontos.  

O bebê não é o único beneficiado pela amamentação. A mãe também se beneficia com a amamentação, por exemplo, oferece a vantagem de retardar a ovulação e as menstruações por períodos que vão além dos seis meses, evitando gestações muito próximas. Mulheres que amamentam seus filhos correm menos risco de câncer de mama antes da menopausa, e de câncer de ovário. Entretanto, não há um tempo pré-definido para parar de amamentar – é uma escolha que será única para mamãe e seu bebê. Quando ela estiver pronta para desmamar, assim fará.

É incrível como as mães aprendem a amamentar. É um processo natural que pode ser desafiador inicialmente, mas logo elas se acostumam.

Não faltam, portanto, motivos para que seja estimulada e considerada uma maravilha da qual nenhuma mulher pode se privar. Algumas vezes, quando a mulher está amamentando, podem ocorrer fissuras, rachaduras, mastite, ingurgitamento e até diminuição do leite. Apesar de causarem muito medo nas mães, principalmente naquelas que acabaram de ter o primeiro filho, medidas simples podem ajudar a evitar esses problemas, por exemplo, se o caso for ingurgitamento, coloque o bebê para mamar mais vezes e fazer a retirada manual do excesso de leite. Se aparecer aquelas fissuras e rachaduras, fique atenta se o bebê está posicionado de maneira correta durante o momento da amamentação. Ah, e após a mamada, seque bem as mamas. Mas quando o problema for mastite, tire o excesso de leite e se mesmo assim o quadro não melhorar no período de 24h, procure o médico. Quando perceber que seu leite está secando, basta colocar o bebê para mamar mais vezes.

Resumindo, existem benefícios para os bebês tanto quanto para as mães. Sem contar que ao amamentar surge a primeira comunicação entre mãe e filho, os olhos nos olhos. Lembrando que o primeiro contato entre mãe e filho precisa ocorrer na hora do nascimento. Amamentar fortalece o laço entre mãe e filho, pois estimula a liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”.


*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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