10/05/2019 às 09h09min - Atualizada em 10/05/2019 às 09h09min

Empreendedorismo e inovação

MARIANA SEGALA
Uber vai à bolsa
Quanto tempo você levou para reunir confiança suficiente para usar a Uber? Estive longe de ser uma “early adopter” da ferramenta. Agora, o estranho para mim é chamar um táxi – aliás, quando foi a última vez que você fez isso? Aplicativos de transporte se tornaram tão corriqueiros que muita gente incorporou o hábito de “pedir um Uber” como mais uma parte da vida cotidiana. “Uberizar” virou até verbo, em referência ao modelo de negócio disseminado pela companhia mundo afora. E hoje é um dia importante na cena tech global justamente porque deve marcar a chegada das ações da Uber à Bolsa de Nova York. Estima-se que esta seja uma das maiores aberturas de capital dos últimos anos – até ontem, calculava-se um valor de mercado entre US$ 80 bilhões e US$ 90 bilhões para a empresa. Centralizadora de polêmica desde a sua concepção, a Uber não passaria incólume por esse marco. Motoristas convocaram paralisações e protestos na quarta-feira (8), clamando por melhores condições de trabalho e remuneração – houve aglomeração inclusive aqui, em Uberlândia. Um discurso fartamente disseminado associa aos motoristas de aplicativos a imagem de empreendedores, já que definem quanto ou quando trabalham. O fato é que não definem quanto ganham. É um convite à reflexão. “Gig economy” é como se convencionou chamar esse arranjo em que, no lugar de empregos fixos, as pessoas trabalham cada vez mais como freelancers, remuneradas por atividade. O que se ganha e se perde com ela?

Energia que dá gosto
Primeira empresa a participar do Programa Algar Incubadora e também primeira a receber investimentos do fundo Algar Ventures, a Alsol foi vendida para a Energisa, um dos maiores grupos de distribuição de energia do Brasil. Por R$ 11,7 milhões, a distribuidora comprou 87% da empresa uberlandense, que atua na geração de energia a partir de fontes renováveis, como a fotovoltaica e os biocombustíveis. A Alsol é pioneira no segmento de geração distribuída – ou seja, realizada perto ou no próprio local de consumo. É o caso de residências com placas fotovoltaicas instaladas no telhado ou fazendas abastecidas por energia gerada a partir de rejeitos da produção agropecuária. É um setor em franco crescimento: existem, atualmente, mais de 72 mil instalações de geração distribuída no Brasil, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Empréstimos bem pessoais
A plataforma de empréstimos entre pessoas do Social Bank, sediado em Uberlândia, contabilizou um total de R$ 1,5 milhão em operações desde que foi criada, em 2017. Pelo Social Cash, como é chamada essa funcionalidade, quem precisa de dinheiro pode buscá-lo junto a outros usuários do aplicativo, pagando juros sugeridos de até 2% ao mês.

Por falar em fintechs
A resolução do Banco Central que formalizou a existência das sociedades de crédito direto (SCD) e das sociedades de empréstimo entre pessoas (SEP) – apelidada por alguns de “lei das fintechs” – acaba de completar seu primeiro ano.

As coisas da internet
Os sócios da Aimirim – que desenvolve tecnologias para simulação, inteligência artificial e controle e automação – já estão na Califórnia, nos Estados Unidos, para participar do IoT World, um dos maiores eventos do mundo focado em internet das coisas. A empresa, nascida no Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (Ciaem) da UFU, é uma das expositoras. O evento segue até dia 16.

Ainda dá tempo
Estão chegando ao fim as inscrições para a quinta edição do Startup Weekend Uberlândia. A proposta do evento é uma imersão de 54 horas de empreendedorismo intensivo. De 17 a 19 de maio, os participantes terão a oportunidade de apresentar suas ideias de novos negócios – e os melhores projetos de startups serão desenvolvidos em grupos multidisciplinares durante o evento. Neste ano, o Startup Weekend Uberlândia será sediado na Zup Innovation, uma das empresas de tecnologia conhecidas da cidade.
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