03/05/2019 às 08h12min - Atualizada em 03/05/2019 às 08h12min

Um evento por dia...

MARIANA SEGALA
Alguns elementos são considerados essenciais para estabelecer a coesão de um ecossistema de inovação, como costuma ser chamado o conjunto formado por empresas, universidades, poder público e entusiastas do tema de uma determinada localidade. E os eventos são um dos mais importantes. Palestras, workshops e rodas de conversa são grandes oportunidades para aprender sobre os impactos da tecnologia na vida das pessoas – e também são ótimas “desculpas” para reunir quem alavanca o ecossistema em um mesmo ambiente físico, nesses tempos tão virtuais. As conexões que se desenham ali, pessoalmente, têm potencial para ultrapassar os limites dos eventos em si. Elas geram novas ideias, fomentam negócios, fazem brotar parcerias. Em Uberlândia, impressiona a quantidade de eventos envolvendo temáticas ligadas à inovação e à tecnologia. Nos primeiros quatro meses do ano, houve pelo menos 95 na cidade, segundo um levantamento realizado pela Comunidade TI Uberlândia, liderada por Ferdinando Kun. A soma, na verdade, é arredondada para baixo, uma vez que eventos com atividades múltiplas foram contabilizados uma única vez. Só a Digital Transformation Week, por exemplo, realizada na semana passada, envolveu mais de uma centena de atividades diferentes. Considerando que foram pouco mais de 80 dias úteis entre 1º de janeiro e 30 de abril, o que se conclui daí é que, na média, quem quisesse teria um evento a comparecer a cada dia do ano até aqui.
 
...em uma agenda de oportunidades
Mais do que uma agenda lotada de eventos, eis aí um calendário repleto de oportunidades de aprendizado abertas a qualquer um. A qualquer um mesmo – a esmagadora maioria das atividades é realizada gratuitamente. Àqueles que se interessam por conhecer mais sobre tecnologia, assunto que para muitos ainda é motivo de temor, um convite: participem. Uma agenda conjunta de eventos está disponível no site do Uberhub (
www.uberhub.com.br). É uma chance que não vale a pena desperdiçar.
 
Microempreendedor digital
Em meio a cabeleireiras, eletricistas e comerciantes, os técnicos de manutenção de computadores são uma das 15 atividades mais numerosas exercidas pelos microempreendedores individuais – ou MEIs – em Uberlândia. Há cerca de 500 deles registrados como MEIs na cidade, de acordo com as estatísticas oficiais do Portal do Empreendedor, mantido pelo governo federal. Criado em 2008, o microempreendedor individual é aquele que trabalha por conta própria e fatura até R$ 81 mil por ano.
 
Crescimento relativo
Está claro: a quantidade de mulheres que trabalham com tecnologia vem crescendo. Nas empresas de TI, o número praticamente dobrou entre 2007 e 2017. Relativamente, porém, a participação delas no setor diminuiu no período. As mulheres ocupam cerca de 20% dos postos atualmente – uma década atrás, elas estavam em 24% das vagas. Isso aconteceu porque o ritmo de crescimento da força de trabalho masculina foi bem maior que o da feminina, alcançando quase 150%. Os dados foram compilados pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).
 
Barreira para superar
As ocupações no setor de tecnologia em que existem mais mulheres são as de técnico de manutenção (24%) e gerente de TI (23,6%). Elas são ainda menos representativas entre os técnicos de programação e engenheiros de computação (12,6%) e diretores de TI (12,9%). Isso, segundo a Softex, ajuda a explicar a diferença salarial entre homens e mulheres no setor. Os homens ganham mais do que as mulheres em todas as ocupações pesquisadas, mas a brecha – que é menor no nível técnico – chega a 16% nos cargos de engenheiro e gerente de TI. Em resumo: os homens que trabalham no setor de tecnologia ganham 11% mais do que as mulheres, em média. No estado de Minas Gerais, a diferença é de 13%. Os dados foram coletados pela Softex na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho.
Tags »
Relacionadas »
Comentários »