27/03/2019 às 09h45min - Atualizada em 27/03/2019 às 09h45min

'Creed 2'

KELSON VENÂNCIO
Foto: Divulgação
Desde criança sou um fã assíduo da franquia Rocky que começou em 1976 quando eu nem era nascido. O primeiro dos seis filmes feitos com Stallone no papel principal custou US$ 1 milhão e alcançou uma bilheteria de US$ 225 milhões em todo o mundo. O sucesso foi tanto que o longa conquistou três Oscars, incluindo o de melhor filme.

Recentemente tivemos nos cinemas “Creed 2” que é uma espécie de derivado da franquia Rocky. E eu que já havia gostado bastante do primeiro, achei este excepcional.

Adonis Creed (Michael B. Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra “Pretty” Ricky Conlan (Tony Bellew), e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Sylvester Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família, o que torna tudo ainda mais complexo.

“Creed 2” não é somente um filme de luta. Pelo contrário, o boxe apesar de ser o esporte em que a trama gira em torno, acaba ficando em segundo plano diante do roteiro extremamente bem elaborado pelo próprio Sylvester Stallone ao lado de Juel Taylor.

A premissa fala de perdas, de luto, de derrotas, de sofrimento, alegrias, inspirações, vingança, redenção e principalmente de relacionamento entre pais e filhos. E em especial esta última característica me comoveu bastante, me fazendo chorar com as cenas finais. Talvez até pelo fato de ter perdido meu pai recentemente.

Mas além da história belíssima, “Creed 2” traz ótimas sequências de lutas. E estas do novo filme são ainda melhores do que as anteriores, as quais a gente já amava muito. O realismo desses confrontos é incrível. Os golpes entre os pugilistas são fortes e causam danos como se os lutadores estivessem se machucando de verdade. As coreografias e efeitos são muito convincentes.

As atuações são fantásticas de todo o elenco. Stallone está excelente. Michael B. Jordan também. Dolph Lundgren se mostra um veterano de filmes de ação com uma boa maturidade de atuação. E até o boxeador alemão Florian Munteanu, que faz o filho de poucas palavras de Ivan Drago, está muito convincente no papel do rival de Adonis Creed.

Para finalizar ainda temos uma trilha sonora muito marcante com composições novas e para nossa alegria, misturadas aos temas clássicos dos filmes do garanhão italiano.

Nota 9
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