22/10/2018 às 07h52min - Atualizada em 22/10/2018 às 07h52min

Pensando muito? Aprenda a parar

KELLY BASTOS (DUDI)
Os nossos pensamentos são os nossos maiores companheiros, concordam? E quando a gente pensa muito? Se nós podemos nos treinar para sermos mais prazerosos conosco, por que não fazer um esforço? Aprenda a controlar os seus pensamentos e a relaxar a mente em três passos.

1. Limite as questões - Uma pequena questão pode levantar a mil e uma outras questões. Se tem de ter uma conversa séria com alguém, você começa a prever todos os cenários? O que vai dizer, como vai dizer, qual vai ser a resposta, como vai reagir a essa resposta? As possibilidades são infinitas e são capazes de nos atormentar durante dias. Antecipar cenários prepara-nos para reagirmos de forma mais ponderada quando somos confrontados com situações que podiam ser inesperadas. Mas não deve atormentar-se com possibilidades infinitas e improváveis. Um bom truque para saber até onde deve ir é limitar-se a três questões por assunto: o que vai acontecer na melhor das hipóteses; o que vai acontecer na pior das hipóteses e o que é mais provável de acontecer.

2. Despeje a mente num diário - Assim que acordar, pegue um caderno e comece a escrever o que lhe vier à cabeça. Não precisa demorar muito. Comece por um ou dois ou dois minutos e vá aumentando o tempo. E não precisa escrever nada que faça sentido: é um rasgo de consciência ainda inconsciente; a única coisa que importa é exteriorizar os pensamentos, dos irracionais aos mais sérios. Esta técnica impede os pensamentos mais persistentes de tomarem conta do seu dia, processando-os de uma forma mais física e, consequentemente, despejando-os da sua mente. Não acredita? Experimente por três dias.

3. Tome uma atitude - Uma das razões pelas quais pensamos demasiado num problema é querermos ter a solução perfeita para ele. Em vez de reagirmos de imediato, pensamos e pensamos e pensamos sobre o assunto, tornando o problema maior porque arrastamos e criamos um novo dilema: ainda não termos feito nada para resolver. O melhor que você pode fazer é resumir a lista de soluções perfeitas a duas - que não têm que ser perfeitas, mas sim rápidas. Há pelo menos duas coisas a serem feitas e de imediato (ou até ao final do dia) que serão um passo (por mais pequeno que seja) no caminho certo. Atuar rapidamente pode não solucionar o problema, mas vai dar-lhe mais controle e vai fazê-la se sentir menos congelada
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